03/02/2015

19:46

Por: Alberto Silva

Reforma moderniza apê com 50 anos e promove “terapia de casal”.

No início seria apenas uma pequena reforma no apê Barão do Tietê em Santa Cecília, bairro central de São Paulo. Os moradores, os arquitetos Marcelo Barbosa e Ana Mello, queriam focar somente na cozinha e na área de serviço para que os ambientes recebessem luz natural vinda das extremidades. “Nosso propósito era transformar a cozinha convencional em um modelo americano, retirando a parede que a separava do living e, assim, iluminar o ‘miolo’ da casa com a luminosidade vinda do estar e da lavanderia”, conta Marcelo.

Com 120 m², o apartamento antigo, com cerca de 50 anos, teve, então, demolida a parede e o espaço ficou muito mais claro e prático. O limite entre os ambientes sociais ganhou também armários e gaveteiros, além de bancadas de concreto com espessura de 2,5 cm que, ao receberem a marcenaria, resultaram em um visual contemporâneo e despojado.

A área de serviço foi ampliada com a escavação de uma parede muito espessa, típica dos apartamentos antigos, o que possibilitou a instalação de um armário em toda a extensão do ambiente. Este móvel possui duas gavetas para recicláveis e duas outras para roupas sujas. A lavandaria transformou-se também uma espécie de varanda, graças ao caixilho colocado na divisão com a cozinha, que proporciona uma visão “integradora dos espaços”, diz o arquiteto.

Segunda fase

Após a intervenção na ‘área molhada’, o casal ficou animado e resolveu ampliar a reforma. “Aí precisamos sair do apartamento”, afirma o arquiteto. A próxima etapa foi a modificação do living estreito e comprido, que se desdobrou em uma varanda. Como? O caixilho grande de correr original da fachada foi mantido e, recuada, a segunda caixilharia foi instalada para compor o novo espaço.

Na varanda recém-instalada, o piso de ladrilhos hidráulicos desenhados pelo arquiteto e artista plástico Flávio de Carvalho é o ponto alto. Essas peças foram vistas pelo casal compondo o passeio da Praça Dom José Gaspar e reproduzem os cinco sentidos – tato, paladar, audição, olfato e visão – e, agora, estruturam parte do chão do apê.

As modificações da residência prosseguiram na ala íntima, onde os arquitetos aproveitaram as grandes dimensões do dormitório principal e criaram mais um quarto multiuso, onde há um closet, um escritório, um sofá-cama para hóspedes e o banheiro. “Assim, quando vem um convidado, ele pode dormir nesse escritório e usar o banheiro. E nós fechamos a porta do nosso quarto”, resume o arquiteto.

“Foi um trabalho muito prazeroso, feito a quatro mãos. Eu e a Ana nos divertimos muito propondo coisas distintas. Acabou funcionando como uma boa terapia de casal”, conclui Marcelo.

 

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