19/04/2017

08:54

Por: Alberto Silva

Pulo do gato – PF está nas ruas prendendo bandidos, nova operação, leia aqui…

Outra vez, segundo corporação, a transação tem 'potencialmente causado expressivos prejuízos ao erário federal'. Inquérito investiga se houve gestão fraudulenta e danos a correntistas e clientes.

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A PF deu o pulo do gato  nas primeiras horas desta quarta-feira (19) uma operação para apurar se houve fraude no Banco Panamericano pela Caixa.

Outro escândalo, segundo a corporação, a transação tem “potencialmente causado expressivos prejuízos ao erário federal”.

O inquérito investiga a se houve gestão fraudulenta e prejuízo a correntistas e clientes.

Ao todo, são cumpridos 46 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 10ª Vara Federal de Brasília.

As ações ocorrem de forma simultânea em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Paraná, em Pernambuco e no Distrito Federal.

Na capital federal, há buscas na sede da Caixa e no Banco Central.

A Justiça também determinou a indisponibilidade e bloqueio de valores de contas bancárias dos alvos. Ao todo, o montante bloqueado chega a R$ 1,5 bilhão. O G1 tenta contato com os alvos.

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Responsáveis diretos pela assinatura dos pareceres, contratos e demais documentos de ações do Banco Panamericano pela Caixa.

O de consultorias: “contratadas para emitir pareceres a legitimar os negócios realizados”;

O de empresários: “conhecedores das situações de suas empresas e da necessidade de dar aparência de legitimidade aos negócios, contribuíram para os crimes em apuração”.

Ainda segundo a corporação, os investigados devem responder por gestão temerária ou fraudulenta. As penas para esses crimes podem chegar a 12 anos de reclusão.

Batizada de “Conclave”, a operação remete à forma ao ritual que ocorre a portas fechadas para escolher o Papa.

Segundo a PF, neste caso investigado, as negociações entre o Banco Panamericano e a Caixa também ocorreram de forma sigilosa.

Veja como foi

Em 2009, o banco Panamericano recebeu um aporte de R$ 2,5 bilhões, com recursos obtidos junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), tendo os bens do grupo Silvio Santos como garantia.

De acordo com a autoridade monetária, o Panamericano mantinha em seu balanço, como ativos, carteiras de crédito que já haviam sido vendidas a outros bancos.

Também houve duplicação de registros de venda de carteiras. Com isso, o resultado do banco era inflado.

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O Banco Central e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) organizaram um plano que resultou na injeção, pelo FGC, de R$ 2,5 bilhões no Panamericano para reforçar o seu balanço e evitar uma corrida aos depósitos.

Silvio Santos , que deu como garantia as empresas do seu grupo, que incluem uma emissora de televisão e uma fabricante de cosméticos.

Especializado nos segmentos de leasing e financiamento de automóveis, o Panamericano teve 49% do capital votante e 35% do capital total vendido para o banco estatal Caixa Econômica Federal em dezembro de 2009, por R$ 739,2 milhões.

As informações são do G1

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