23/05/2016

13:22

Por: Alberto Silva

PT tocar terror no Brasil e MST a pedido do líder invade terras de TEMER

Temer não nega conhecer a propriedade rural. De acordo com sua assessoria, a fazenda foi usada por ele como um refúgio durante a campanha eleitoral de 2014.

A fazenda Esmeralda, que tem como dono um amigo do presidente interino, Michel Temer (PMDB), foi invadida pela segunda vez neste mês na madrugada desta segunda-feira (23) em Duartina (SP).
Após ficar uma semana ocupada por cerca de mil famílias ligadas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), agora a invasão foi feita pela FNL (Frente Nacional de Lutas), segundo a Polícia Militar.
Os invasores alegam que a propriedade rural, de 1.500 hectares (2.100 campos de futebol), tem como verdadeiro dono o presidente interino. Temer nega ser dono do imóvel.

A fazenda está registrada no nome de João Batista Lima Filho, amigo do peemedebista desde a década de 80, e à empresa Argeplan Arquitetura e Engenharia, que tem o próprio Lima como um dos sócios. Nos anos 1990, tanto Lima como a Argeplan contribuíram para as campanhas de Temer à Câmara. Em 1994, a empresa doou a ele ao menos R$ 100 mil (R$ 490 mil em valores atualizados).
Os membros da FNL chegaram ao local com três ônibus e ao menos 30 veículos, a partir das 3h30 desta segunda, de acordo com a PM. Policiais estão no local nesta manhã acompanhando a invasão, que não teve registro de nenhum incidente.

A ocupação ocorre oito dias após o MST deixar o local, depois de a Justiça conceder reintegração de posse. Na fazenda, membros do movimento afirmaram ter encontrado material da campanha eleitoral de 2006 de Temer à Câmara dos Deputados, além de uma correspondência enviada pelo prefeito local ao hoje presidente interino.
O local, que tem produção de eucalipto e criação de gado, foi pichado com inscrições como “Golpista”, “Temer Ladrão” e “Ocupando Latifúndio do Temer” na área de lazer da sede da fazenda e nas paredes de cômodos da casa.

A ocupação ocorre oito dias após o MST deixar o local, depois de a Justiça conceder reintegração de posse. Na fazenda, membros do movimento afirmaram ter encontrado material da campanha eleitoral de 2006 de Temer à Câmara dos Deputados, além de uma correspondência enviada pelo prefeito local ao hoje presidente interino. O local, que tem produção de eucalipto e criação de gado, foi pichado com inscrições como "Golpista", "Temer Ladrão" e "Ocupando Latifúndio do Temer" na área de lazer da sede da fazenda e nas paredes de cômodos da casa.

VISITA
Temer não nega conhecer a propriedade rural. De acordo com sua assessoria, a fazenda foi usada por ele como um refúgio durante a campanha eleitoral de 2014.
Primo do coronel Lima, o engenheiro eletricista Rui Canedo disse à reportagem que Temer frequentou o local entre 2004 e 2010, mas só dormiu uma noite no local e não é dono da Esmeralda.

INVESTIGAÇÃO
Além das pichações, houve morte de animais para consumo dos membros do MST e tratores foram danificados, o que fez a polícia abrir um inquérito para apurar o caso.
O MST reafirmou, por meio de nota, que “não houve nenhum tipo de depredação ou dano” na área.
A assessoria de Temer afirmou que ele não tem propriedades rurais. Já Lima informou, por meio de nota, que “as propriedades rurais em questão foram adquiridas de maneira regular, a partir de 1986, sendo produtivas”.

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