10/08/2015

21:03

Por: Alberto Silva

MARINA no governo de Dilma? Incompreensível por incompreensível, ela ao menos inventa palavras…

A presidente Dilma Rousseff está num malabarismo danado para tentar reduzir a maior estrutura ministerial da história da humanidade desde, deixem-me ver, o reinado de Dario, na Pérsia. Se não tomar cuidado, ainda acaba criando mais uma pasta: o Ministério da Cascata Sobre a Ameaça às Instituições Democráticas. A titular será Marina Silva. Por que afirmo isso?

Nesta segunda, realizou-se em Recife uma cerimônia em homenagem a Eduardo Campos, que completaria hoje 50 anos. Estiveram presentes lideranças políticas do governo e da oposição. Falaram em homenagem à memória de Campos o ministro Jaques Wagner (Defesa), o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, e o governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, entre outros.

E, por óbvio, Marina também discursou. Afinal, a então candidata a vice na chapa encabeçada por Campos acabou assumindo a condição de titular, depois que ele morreu num acidente áreo, no dia 13 de agosto do ano passado. Filosofou Marina:
“Nesse momento difícil que vive o Brasil, o que poderia nos levar a ser melhores e maiores? Com certeza, olhar de baixo pra cima para ver o que está acima de nós. Acima de nós, está o Brasil, acima de nós está a nossa democracia, acima de nós esta a nossa Constituição, acima de nós estão 220 milhões de brasileiros que querem um Brasil melhor”.

Ela tem razão! A Constituição, que prevê as circunstâncias em que um presidente perde o mandato, e as respectivas leis que as disciplinam têm de ser seguidas.

Ocorre que Marina está, vamos ser claros, é afirmando o contrário. De olho, talvez, nos próprios interesses políticos, já que não conseguiu, até agora, formalizar o tal “Rede”, embarcou na conversa mole do golpe, tornando-se, assim, a ministra sem pasta de Dilma. Para ele, evidentemente, um governo que chegue no bico do corvo em 2018 é útil.

Eu não gosto de teses que não ousam dizer seu nome. Se Marina acha que tem de se engajar no “Fica Dima”, que se engaje com clareza, em vez de vir com esse papo furado de ameaça às instituições.

De resto, se elas estão sendo ameaçadas, então que ela dê os nomes dos respectivos seres ameaçadores, ora essa!

Ô Dilma! Nomeia logo a Marina! Falas incompreensíveis por falas incompreensíveis, fiquemos com aquelas que ao menos criam também um novo vocabulário.

Por Reinaldo Azevedo

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