17/03/2015

08:30

Por: Alberto Silva

Citado em delação do Laja-Jato Senador Agripino (DEM) foi a manifestação

O procurador geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal abertura de inquérito para investigar se Agripino Maia recebeu propina no valor de R$ 1 milhão do empresário George Olímpio para sua campanha de 2010, em troca de não colocar obstáculos à aprovação de um projeto de lei que previa implantação da inspeção veicular obrigatória no Rio Grande do Norte.

Acusado de receber 1 milhão em propina pelo doleiro Youssef, presidente do DEM e ex-assessor de Aécio Neves esteve presente na manifestação do último domingo em Brasilia

O presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN), esteve nesse domingo, 15, entre os cerca de 45 mil brasileiros que foram às ruas de Brasília para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff e protestar contra a corrupção na Petrobras.

Um vídeo em sua página no Facebook, o senador democrata disse as pessoas estão protestando contra um governo ‘sem qualidade’. “Estamos aqui na Esplanada, uma manifestação pacífica. Os brasileiros vieram protestar conta a corrupção, contra um governo sem qualidade”, diz Agripino.

A postura combativa e pela moralidade adotada pelo senador oposicionista ficou sofreu severo dano, depois que o procurador geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal abertura de inquérito para investigar se Agripino Maia recebeu propina no valor de R$ 1 milhão do empresário George Olímpio para sua campanha de 2010, em troca de não colocar obstáculos à aprovação de um projeto de lei que previa implantação da inspeção veicular obrigatória no Rio Grande do Norte.

Em delação premiada, George Olímpio montou um instituto, entre 2008 e 2011, para prestar serviços de cartório ao Detran, que cobrava taxas de cada carro financiado no Estado. Ele pagou propinas para agilizar a tramitação do projetos de um lei que criava a inspeção a inspeção veicular da qual se beneficiaria. Ele disse que Agripino teria lhe pedido R$ 1 milhão para campanhas políticas e que ele entendeu o pleito como uma chantagem: ou daria o dinheiro ou perderia o comando da inspeção veicular.

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