01/06/2017

17:34

Por: Caio Nobre

CHOCANTE: Atriz brasileira é estuprada na Tailândia, LEIA!

'Eles saberão que as mulheres não ficarão caladas': brasileira denuncia abuso sexual em hostel na Tailândia

Atriz brasileira é estuprada na Tailândia

Bruna Fornasier, atriz brasileira, de 25 anos, tinha um sonho de viajar sozinha pela Ásia. Assim, economizou dinheiro e planejou a sua viagem.

A viagem se iniciou em abril/2017. E ao decorrer de 1 mês e meio, Bruna conheceu Bali, Cingapura, Hong Kong e Tailândia.

A viagem estava perfeita até que Bruna chegou á Tailândia. A atriz se hospedou em um hostel, e em seu quarto foi vítima de abuso sexual.

Acordei, assustada, quando senti um cara em cima de mim", disse Bruna

O depoimento da atriz

Leia:

“Estava fazendo uma viagem pelo sudeste asiático. Cheguei à Tailândia no dia 26 de maio e fui a um albergue que era super-renomado em todas as redes sociais, um “party hostel”.

Cada quarto tem cerca de 10 cubículos. As camas são fechadas nas laterais e só é possível a entrada e saída através de um acesso protegido por uma cortina, onde ficam os pés da cama.

Saí naquela noite. Fui à uma festa e voltei sozinha ao albergue por volta de 1h da manhã. Deitei no meu cubículo e dormi.

Acordei, assustada, quando senti um cara em cima de mim, colocando a mão dele dentro da minha vagina. Quando percebi o que estava acontecendo, gritei para ele sair.

Ele disse que ia enfiar o pênis dentro de mim. Comecei a chutá-lo e ele saiu.

Pela manhã, expliquei a uma pessoa encarregada do albergue que havia sido vítima de abuso sexual.

Ela perguntou se eu queria ir à polícia, mas naquele momento eu estava abalada, queria desaparecer.

O gerente foi chamado e eu pedi os dados do meu agressor, um indiano. Ele me pediu que eu preservasse o nome do albergue caso eu decidisse escrever nas redes sociais o que havia acontecido.

Essa era a única preocupação dele. Fiquei indignada. Peguei minha mala e me hospedei em outro hotel.

Contei o que havia acontecido à minha família e publiquei um post no Facebook relatando o abuso. Meu post repercutiu muito. Nunca imaginei que seria assim.

Quando publiquei, minha intenção era de que todas as pessoas conhecidas soubessem do ocorrido. Queria transformar essa história horrível em um alerta para outras pessoas.”

O depoimento da atriz – Parte 2

“Decidi formalizar a denúncia contra o abusador. Fui à polícia turística e encontrei uma oficial que me orientou a fazer a denúncia na delegacia. Da delegacia fui encaminhada ao hospital para fazer exames. O médico disse que minha vagina tinha um corte, estava um pouco inchada. Aquilo não provava nada, claro.

Fui encaminhada a uma psiquiatra. Ela assinou um laudo que confirmava que eu havia sido vítima de abuso sexual. Isso permitiu que os policiais locais finalmente me levassem a sério.

Prestei depoimento na delegacia por mais de cinco horas. Me perguntaram quantos dedos o cara colocou na minha vagina. A policial de turismo estava comigo e traduzia tudo. Foi um processo lento e desgastante.

Por meio do Facebook, duas pessoas me alertaram terem visto o estuprador na ilha de Kho PhiPhi.

Um deles tirou uma foto do agressor e me enviou o endereço onde ele estava hospedado. Passei as informações à polícia. Tremi e chorei. As redes sociais me salvaram.

No dia seguinte, fui informada de que ele já estava sob custódia policial. Fui à delegacia acompanhada de três policiais mulheres.

Tive que confirmar que aquele jovem sorridente que conversava com os oficiais tinha me violentado. Senti medo e repulsa e preferi que ele não me visse.

No depoimento, ele teria dito que estava bêbado, que se sentou na beirada da minha cama e colocou a mão na minha perna e então eu lhe disse “vai embora, vai embora”. Essa foi a versão dele. Ele insistiu em falar comigo na delegacia, mas não aceitei.

A advogada do renomado albergue apareceu na delegacia e me informou que posso ser processada pela postagem feita no Facebook caso não cheguemos a um acordo. Eles alegam que o trabalho deles foi afetado pelo que eu disse.

Mas foi a minha postagem que me permitiu encontrar meu agressor. Agora quero que o hostel pense em como agir para evitar que isso se repita, ou seja, usar o meu caso a favor da sociedade.”

 

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Bruna Fornasier

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