12/08/2016

10:06

Por: Alberto Silva

TSE afirma que vai cair DILMA e TEMER, a chapa não ficará impune, veja..

Processo que pode cassar chapa eleitoral deve receber material da Operação Lava Jato

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) querem que sejam incluídas as delações obtidas por meio da Operação Lava Jato no processo que pode cassar a chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer. Na semana passada, o empreiteiro Marcelo Odebrecht citou envolvimento de Temer no esquema de propinas.

Segundo informações do jornal O Globo, a informação que circula nos bastidores é a de que juízes estudam a possibilidade de pedir que o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo julgamento da Lava Jato, encaminhe documentos que possam fundamentar a cassação. Ele já teria começado a fazê-lo, mas as delações ainda não foram solicitadas formalmente.

Até o momento, as delações que citam o presidente interino não foram homologadas na justiça. Por isso, devem ser mantidas em sigilo. A decisão sobre o compartilhamento das provas dos depoimentos deve ficar a cargo do ministro Herman Benjamin, que assume a posição de corregedor no fim deste mês.

Até o momento, as delações que citam o presidente interino não foram homologadas na justiça. Por isso, devem ser mantidas em sigilo. A decisão sobre o compartilhamento das provas dos depoimentos deve ficar a cargo do ministro Herman Benjamin, que assume a posição de corregedor no fim deste mês.

Segundo reportagem da revista Veja, Temer pediu “apoio financeiro” a Odebrecht em maio de 2014. O empresário teria repassado R$ 10 milhões ao PMDB. O nome do presidente interino também apareceu na delação de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro. Machado mencionou pedido de propina de Temer para financiar a campanha de Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo em 2012. O valor acordado teria sido de R$ 1,5 milhão.

ESQUEMA DE PROPINA

O empresário Marcelo Bahia Odebrecht afirmou, em delação premiada à força-tarefa da Operação Lava Jato, que repassou R$ 10 milhões em dinheiro ao PMDB, em 2014, a pedido do presidente em exercício Michel Temer. A informação é da revista Veja que chegou às bancas no sábado, dia 6.

À publicação, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto confirmou que Temer e o empresário se encontraram há dois anos, mas afirmou que todo o dinheiro repassado pela empreiteira ao está de acordo com a legislação eleitoral.

Segundo Veja, em um dos anexos da delação premiada que Marcelo negocia com a Lava Jato, é relatado um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente, em maio de 2014. Durante o encontro, do qual também participou o então deputado Eliseu Padilha, hoje ministro-chefe da Casa Civil, Temer teria pedido ao empreiteiro “apoio financeiro” para o PMDB, que presidia à época.

Ainda de acordo com a revista, Marcelo disse que repassou R$ 10 milhões em dinheiro vivo. Padilha teria recebido R$ 4 milhões e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, candidato ao governo de São Paulo pelo PMDB, teria recebido outros R$ 6 milhões. Os valores teriam sido contabilizados no Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, também conhecido como o “Departamento da Propina” da empreiteira.

Em resposta à Veja, o Palácio do Planalto informou que Temer e Marcelo de fato jantaram no Palácio do Jaburu em maio de 2014 para falar sobre “auxílio financeiro da construtora a campanhas eleitorais do PMDB, em absoluto acordo com a legislação eleitoral em vigor e conforme foi depois declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”. Segundo o TSE, a Odebrecht doou R$ 11,3 milhões à direção nacional do PMDB naquele ano.

Também em resposta à revista, o ministro-chefe da Casa Civil diz: “Lembro que Marcelo Odebrecht ficou de analisar a possibilidade de aportar contribuições de campanha para a conta do PMDB, então presidido pelo presidente Michel Temer”. De acordo com a assessoria do ministro, “como Padilha não foi candidato, não pediu nem recebeu ajuda financeira de quem quer que seja para sua eleição”.

Skaf, também em resposta à revista Veja, negou ter recebido recursos de Marcelo. Segundo Skaf, a Braskem, empresa controlada pela Odebrecht, doou R$ 200 mil à sua campanha naquele ano.

Acordo

Preso desde junho de 2015, Marcelo Odebrecht foi condenado pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato, a 19 anos de prisão e multa de mais R$ 100 milhões por danos causados à Petrobras.

Em outros trechos da delação premiada, o empreiteiro disse que repassou propinas referentes a contratos com a Petrobras por meio de doações eleitorais, entre elas as da presidente afastada Dilma Rousseff e também do senador Aécio Neves (PSDB), que também disputou a Presidência. Ambos negam.

Conforme pessoas que tiveram acesso às negociações entre o empreiteiro e a força-tarefa da Lava Jato, cerca de 50 executivos da Odebrecht, a maior empreiteira do Brasil, participam da delação que envolve dezenas de deputados, senadores e governadores dos mais diversos partidos e segmentos da política nacional.

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