19/07/2016

18:12

Por: Alberto Silva

Rui Falcão (PT) acusa a Polícia Federal de cometer crime hediondo

Em razão da operação da PF, movimentos pró-Lula se manifestaram em diversas cidades do país para defender o ex-presidente.

O presidente nacional do PT acusou a Polícia Federal de ter cometido um crime: o “sequestro” de Lula.
Sequestro, como se sabe, é crime hediondo. E caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime é, vejam só, crime – previsto no artigo 138 do Código Penal e sujeito a pena de seis meses a dois anos de detenção.

Em mensagem publicada nesta segunda-feira (7) em sua página pessoal no Facebook, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, classificou a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “sequestro” e de “afronta” à Constituição que “pisoteou” a democracia.

Lula foi alvo da 24ª fase da Operação Lava Jato. A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do petista, na sede do Instituto Lula e levou o ex-presidente para prestar depoimento. O Ministério Público investiga se dinheiro oriundo do esquema de corrupção na Petrobras foi pago a Lula na forma de imóveis, móveis e reformas, o que a defesa nega.

Lula foi alvo da 24ª fase da Operação Lava Jato. A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do petista, na sede do Instituto Lula e levou o ex-presidente para prestar depoimento. O Ministério Público investiga se dinheiro oriundo do esquema de corrupção na Petrobras foi pago a Lula na forma de imóveis, móveis e reformas, o que a defesa nega.

“A oposição conservadora e seus parceiros na mídia monopolizada estão assanhados. Comemoram a condução coercitiva do companheiro Lula (um eufemismo para sequestro, que afrontou a Constituição e pisoteou a democracia) como se fora a antessala do fim do PT, do declínio do melhor presidente que o Brasil já teve e, por que não, do encerramento antecipado do governo Dilma”, publicou Rui Falcão no Facebook.

Em razão da operação da PF, movimentos pró-Lula se manifestaram em diversas cidades do país para defender o ex-presidente.

Além disso, a presidente Dilma Rousseff divulgou uma nota e fez um pronunciamento no Palácio do Planalto nos quais manifestou “absoluto inconformismo” com a ação – neste fim de semana, ela chegou a encontrar com Lula no apartamento dele em São Bernardo do Campo (SP).

Em meio à repercussão, ministros do governo como Jaques Wagner (Casa Civil), Miguel Rossetto (Trabalho e Previdência Social) e Edinho Silva (Comunicação Social) também defenderam publicamente o ex-presidente.

O próprio Lula convocou a imprensa para um pronunciamento em São Paulo na sexta-feira, no qual acusou a Polícia Federal de cometer “pirotecnia” na operação. Além disso, ele declarou ter se sentido como um “prisioneiro” naquele dia e afirmou que, se o juiz federal Sérgio Moro quisesse ouvi-lo, bastava agendar uma data para o depoimento.

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