16/05/2016

14:20

Por: Alberto Silva

PT sem LULA, a situação complicou e veja como…

Lula foi convidado para participar da reunião do diretório nacional da sigla, na terça (17), também em Brasília, mas, segundo sua assessoria, não irá ao evento.

Sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a cúpula do PT se reúne em Brasília pela primeira vez após o afastamento de Dilma Rousseff. O objetivo do encontro, que acontece nesta segunda (16) e terça-feira (17), é tratar do futuro do partidocomo oposição após 13 anos e cinco meses à frente do Palácio do Planalto.

Nesta segunda acontece a reunião da executiva nacional petista, que deve avaliar as perspectivas do partido pós-impeachment, discutir a mobilização em defesa do mandato de Dilma –afastada na semana passada após o Senado abrir processo de impeachment contra ela– e traçar um plano de ação para fazer oposição ao governo de Michel Temer (PMDB).

Lula foi convidado para participar da reunião do diretório nacional da sigla, na terça (17), também em Brasília, mas, segundo sua assessoria, não irá ao evento.

Nesta segunda acontece a reunião da executiva nacional petista, que deve avaliar as perspectivas do partido pós-impeachment, discutir a mobilização em defesa do mandato de Dilma –afastada na semana passada após o Senado abrir processo de impeachment contra ela– e traçar um plano de ação para fazer oposição ao governo de Michel Temer (PMDB).

A expectativa de dirigentes petistas era a de que o ex-presidente desse o tom do discurso que deve ser adotado pelo partido pelo menos até o fim do julgamento de Dilma no Senado.

MINISTROS

Uma das discussões do encontro deve ser a acomodação de ex-ministros do governo Dilma na direção do PT.

Lula defende que Jaques Wagner (Gabinete Pessoal da Presidência), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) e Miguel Rossetto (Trabalho e Previdência Social) sejam incorporados à cúpula do partido, mas a ideia ainda sofre resistência interna.

Dirigentes da sigla contrários à tese afirmam que a chegada dos ex-ministros pode dar a impressão de que o PT fez uma “incorporação acrítica” do governo Dilma, o que seria um aceno negativo para militantes e apoiadores.

Isso porque, defendem, a gestão da presidente afastada foi inepta, contrariou diversas bandeiras do PT e é preciso fazer uma autocrítica para tentar reconstruir a imagem desgastada da sigla.

Aliados de Lula, por sua vez, afirmam que ele está tentando unificar o PT, visto que os quadros partidários que não participaram do governo tendem a criticar e culpar Dilma pela maior crise da história da legenda, enquanto Wagner, Berzoini, Rossetto e outros, que participaram do núcleo decisório de Dilma, devem poupá-la disso.

SEM DILMA

Alguns petistas apostam que, após o julgamento do Senado –que pode resultar no afastamento definitivo de Dilma– o PT tenda a renegá-la para centrar forças na reconstrução do partido e na unificação da esquerda, com a formação de uma frente ampla com partidos e movimentos sociais, como deseja Lula.

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