20/11/2015

14:02

Por: Alberto Silva

‘PT em apuros’ quer que o ministro verifique grampo, intervenha em Curitiba e troque o comando da PF.

Os advogados não esperam conseguir empastelar a Lava-Jato, como Marcio Thomaz Bastos fez com a Castelo de Areia, em 2010, mas se darão por satisfeitos se conseguirem macular a investigação e afastar os delegados que conduzem o caso. Para isso, contam com a pressão do PT sobre José Eduardo Cardozo.

O PT estava preocupado com grampos em sua sede nacional e engajou o araponga Jairo Martins, ligado ao grupo de Carlinhos Cachoeira, para fazer uma varredura na sigla. É o que apontam as escutas feitas Polícia Federal na Operação Monte Carlo.

Leia na matéria da Folha:

DE BRASÍLIA – Escutas feitas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo indicam que o PT estava preocupado com grampos em sua sede nacional e solicitou uma varredura ao araponga Jairo Martins, ligado ao grupo de Carlinhos Cachoeira.

O pedido foi feito em agosto, já com o deputado estadual Rui Falcão (SP) na presidência da sigla. Os diálogos não deixam claro se a varredura foi feita.

O contato com Martins, que atua com o sargento reformado Idalberto Araújo, o Dadá, foi feito por um integrante da equipe de segurança do PT chamado Robson, que ainda trabalha para o partido.

Robson pede uma varredura na sede do PT e pergunta o preço. Jairo diz que daria uma resposta em alguns dias.

O PT, em nota, informou que “a segurança ambiental do PT é feita por empresas contratadas no mercado”. E que, “caso tenha ocorrido o que constaria nas escutas, fica claro que se trataria de ação defensiva, jamais de espionagem”.

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