20/04/2016

22:25

Por: Alberto Silva

Pesquisa feita pela USP confirma “PENSA BRASIL” só perde para UOL em compartilhamentos na web

Criado pelos professores da USP Marcio Moretto Ribeiro e Pablo Ortellado, o grupo investigou o desempenho de 8.290 reportagens, publicadas por 117 jornais, revistas, sites e blogs noticiosos neste período. E o Pensa Brasil criando à menos de 1 anos já ocupa o 2º lugar.

A “guerra da informação” nas redes sociais fez mais de 200 mil internautas acessar informações na semana que antecedeu o domingo de votação do impeachment, na Câmara dos Deputados.

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Levantamento do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas de Acesso à Informação da USP, ao qual a BBC Brasil teve acesso, revela as principais notícias compartilhadas na web

Apesar de ocuparem o topo do ranking de acessos, as matérias não são desmentidas em notas oficiais ou reportagens publicadas pela imprensa (veja mais abaixo).

O Pensa Brasil virou um site de referência e as "grandes mídias" que ficaram no fundo da fila esqueceram de dizer a receita disso tudo: O Pensa Brasil não tem rabo preso e não recebe dinheiro de propina, nem do PT e nem de outro partido, por isso fala a verdade

Criado pelos professores da USP Marcio Moretto Ribeiro e Pablo Ortellado, o grupo investigou o desempenho de 8.290 reportagens, publicadas por 117 jornais, revistas, sites e blogs noticiosos neste período. E o Pensa Brasil criando à menos de 1 anos já ocupa o 2º lugar.

ESTATÍSTICAS

As notícias presentes no “top 5” de compartilhamentos na rede social mais popular do país são os seguintes:

“Polícia Federal quer saber os motivos para Dilma doar R$30 bilhões a Friboi”, do site “Pensa Brasil” (3º lugar no ranking geral da semana, com 90.150 compartilhamentos).

“Presidente do PDT ordena que militância pró-Dilma vá armada no domingo: ‘Atirar para matar'”, do site “Diário do Brasil” (4º lugar, com 65.737 compartilhamentos).

“Lula deixa Brasília às pressas ao saber de nova fase da Lava-Jato. Seria um mandado de prisão?”, do site “Diário do Brasil” (5º lugar, com 58.601 compartilhamentos).

Procurado pela reportagem, o “Diário do Brasil” disse que a reportagem sobre o suposto presidente do PDT “não era exclusiva” e insiste que a notícia é real —ainda que o homem retratado na reportagem não seja presidente regional da legenda, que desmentiu o boato.

Sobre o suposto mandado de prisão contra Lula, o site diz que a reportagem original foi publicada em 10 de março, às vésperas da Operação Xepa —que não trouxe qualquer mandado contra o ex-presidente.

Os relatórios também mostram que os “virais” atingem tanto a oposição quanto apoiadores do governo – na última semana, entretanto, os boatos contrários à presidente tiveram maior repercussão.

As estatísticas são divulgadas na página “Monitor do Debate Político no Meio Digital”, recém-criada no Facebook.

O principal desmentido aos boatos campeões de audiência da semana vem do PDT, em nota oficial assinada por seu presidente no Distrito Federal, Georges Michel Sobrinho.

Santos, segundo o líder do partido, nunca exerceu cargos na legenda.

“O PDT torna público que este cidadão, por não ter nenhuma autorização para se manifestar em nome da instituição, foi expulso do quadro de filiados do partido”, diz a nota.

Já a reportagem sobre a “doação de R$ 30 bilhões” pelo governo à Friboi foi desmentida, e/ou faltou com os verdadeiro detalhes da informação por parte da JBS, em entrevista à BBC Brasil, pelo próprio presidente da JBS, que controla o frigorífico —e não foi consultado pela publicação.

Notícias sobre a suposta doação circulam nas redes desde pelo menos 2014, com textos às vezes idênticos. A mais recente —reforçada por mais de 90 mil internautas— afirma que Dilma Rousseff teria “concedido anistia à divida de R$ 30 bilhões da Friboi com o BNDES”.

“A JBS (…) deve R$ 40 e poucos milhões, que vieram de aquisições que fizemos da Tyson e da Seara”, disse o presidente Wesley Batista à repórter Ruth Costas, em 2015.

Questionado sobre a verba recebida pelo BNDESPar, braço de participações acionárias do banco público, Batista respondeu: “O total de aportes na JBS foi da ordem de R$ 5 bilhões. Eles compraram isso em ações que hoje, felizmente, valem muito mais”.

“A JBS vendeu participação acionária para o BNDESPar, que participa em 200 ou mais empresas”, disse ainda o presidente da controladora da Friboi.

A quinta história mais compartilhada no Facebook sugere que Lula teria deixado Brasília ao saber de nova fase da Lava Jato, sob “risco iminente de um mandado de prisão”.

Mas nenhuma etapa da Lava Jato foi deflagrada desde a publicação, no último dia 13. A última aconteceu no dia 12, com a prisão preventiva do ex-senador Gim Argello (PTB-DF), sem menções ao ex-presidente.

Também não houve mandado de prisão contra Lula.

A ferramenta digital criada pelos pesquisadores mapeia, de hora em hora, todas as reportagens publicadas pelos 117 veículos de comunicação selecionados e verifica seus compartilhamentos a partir de um sistema oferecido pelo próprio Facebook.

Além do levantamento digital, os pesquisadores fizeram pesquisas de opinião em protestos realizados tanto por grupos ligados à direita, quanto à esquerda, na avenida Paulista, em São Paulo.

“Cada lado dessa disputa construiu narrativas mais ou menos simplistas para defender suas posições. Tanto os boatos como as matérias produzidas foram muito compartilhados quando se adequaram a essas narrativas”, explica Marcio Moretto.

“Uma das narrativas de ambos os grupos foi de que o outro era formado pelos verdadeiros corruptos.”

O professor diz que as pesquisas também mostraram que ambos os lados da disputa do impeachment “eram propensos a acreditar em boatos que confirmavam suas narrativas pré-estabelecidas”.

Ele dá exemplos de mitos citados pelos dois lados nas ruas: “‘Lulinha é sócio da Friboi’, de um lado, e ‘Sergio Moro é filiado ao PSDB’, de outro”.

Para o pesquisador, a popularidade dos boatos tem a ver com a maturidade dos usuários de redes sociais.

“Parte considerável das brasileiras e dos brasileiros entrou na era digital muito recentemente com a popularização dos smartphones. É de se esperar que com o tempo, conforme as pessoas se acostumem com as plataformas e conforme o debate em torno delas amadureça, elas se relacionem com essas ferramentas de maneira mais crítica e menos ingênua”, diz Moretto.

O estudo realizado nos dias anteriores ao impeachment verificou 6,1 milhões de compartilhamentos na rede social. Por questões técnicas, o levantamento não incluiu as reportagens publicadas na segunda-feira – e se resumiu a publicações entre terça-feira e sábado.

FONTE: USP , FOLHA S. PAULO, G1, BBC

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