11/04/2016

20:43

Por: Alberto Silva

MP volta a reforçar o pedido de prisão de ‘LULA’ em São Paulo por considerar ameaça à ordem pública

Faz um mês que o pedido foi feito e hoje voltou a ser reforçado. Para eles, Lula é considerado uma ameaça à ordem pública.
Os promotores detalharam a denúncia do caso do triplex no Guarujá.

O ex-presidente Luiz Vulgo “LULA” poderá ser preso nessa semana, a semana do Impeachment por ameaça à ordem. LULA, o Brahma, está convocando guerrilha com MST, CUT, PT e outros… Por considerar que Lula é uma ameaça a ordem pública, promotores do Ministério Público de São Paulo pediram a prisão preventiva do ex-presidente. Em entrevista coletiva, eles detalharam a denúncia contra Lula no caso do apartamento triplex, no Guarujá. Lula, a mulher dele e mais 14 pessoas foram denunciadas criminalmente.

O processo de investigação que durou sete meses foi resumido pelos promotores em menos de duas horas. No documento de quase 180 páginas, eles detalharam a investigação.

O objetivo da denúncia, segundo o Ministério Público de São Paulo, “é exatamente apontar as irregularidades perpetradas pela Bancoop quando protagonizou a transferência dos empreendimentos imobiliários para a OAS Empreendimentos S.A. gerando, consequentemente, prejuízos significativos tanto materiais quanto morais a milhares de famílias e, em contrapartida, produzindo atos de lavagem de dinheiro para ocultar um triplex do ex-presidente Lula e da mulher Marisa”.

Lula na cadeia fechará o pacote de vitórias do Brasil no mês de abril, data que ficará nos livros de historias.

“A Bancoop era uma cooperativa de fachada, uma verdadeira organização criminosa que se valeu de inúmeras empresas fantasmas que desviaram dinheiro na boca do caixa”, diz o promotor José Carlos Blat.

O MP afirma que “esse esquema criminoso perpetrado pelo núcleo Bancoop e repetido pelo núcleo OAS, gerou sofrimentos e angústias a 7.138 famílias.

Os promotores afirmam que em 27 de outubro de 2009, João Vaccari Neto, ex-presidente da cooperativa, resolveu transmitir os direitos imobiliários da Bancoop à OAS e que isso foi feito com pré-concebida a ideia de favorecimento ao ilustre petista, referindo-se ao ex-presidente.

O Ministério Público paulista também pediu a prisão preventiva do ex-presidente Lula e de mais seis pessoas. Da OAS, o ex-presidente da construtora, Léo Pinheiro, e os executivos Fabio Yonamine e Roberto Moreira Ferreira; João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT e ex-presidente da Bancoop, e de dois ex-diretores da cooperativa, Ana Maria Érnica e Vagner de Castro.

No documento que complementa a denúncia, os promotores destacam um trecho do código de processo penal que diz que: “a prisão preventiva poderá ser decretada, como garantia da ordem pública, da ordem econômica e para assegurar a aplicação da lei penal”.

Em outro trecho, os promotores afirmam que o ex-presidente “atentou contra a ordem pública ao desrespeitar as instituições que compõem o sistema de Justiça”. Os promotores falam da possibilidade de fuga por parte de Lula e citam também a visita da presidente Dilma Rousseff a Lula, no último sábado, dia 5 de março.

“A sociedade civil, a imprensa livre e as instituições públicas assistiram, surpresas, a uma presidente da República, em pleno exercício de seu mandato, interromper seus compromissos presidenciais para vir a público defender pessoa que não ocupa qualquer cargo público”, diz o documento.

O Palácio do Planalto não quis comentar.

O advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins, divulgou uma nota, afirmando que o motivo apresentado pelo Ministério Público de São Paulo para pedir a prisão de Lula claramente revela uma tentativa de banalização do instituto da prisão preventiva. O advogado disse ainda que o Ministério Público buscou amordaçar um líder político, impedir a manifestação do seu pensamento e até mesmo o exercício de seus direitos.

Enquanto os promotores recebiam a imprensa, o ex-presidente Lula participava de uma reunião com sindicalistas, dirigentes do PT e o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, sobre a política econômica do governo. O presidente nacional do PT, Rui Falcão, criticou o pedido de prisão

(VIA AGÊNCIA)
Foto: Ilustrativa

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