04/12/2015

20:23

Por: Alberto Silva

Exército em alerta geral, treinamento de uma catástrofe liderado pelo ministro Aldo Rebelo, por que??

O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, participou nesta quinta-feira (3), na 1ª Divisão de Exército, no Rio de Janeiro, do encerramento do 1º Curso de Resposta Médica em Desastres Naturais e Antropogênicos (causados por ações humanas) do Ministério da Defesa (MD), que está formando 49 militares da Marinha, Exército, Força Aérea, além de participantes de órgãos estaduais e municipais de segurança pública e de saúde, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, entre outros. Estes primeiros formandos serão multiplicadores em seus órgãos de origem do treinamento recebido neste momento.

Ministério da Defesa realiza exercício de simulação em incidentes com múltiplas vítimas

Ministério da Defesa realiza exercício de simulação em incidentes com múltiplas vítimas

Na oportunidade, o ministro Aldo Rebelo assistiu a uma simulação de incidente com múltiplas vítimas, envolvendo cerca de 500 participantes de 20 instituições parceiras, agências governamentais e órgãos públicos. Para ele, o treinamento prepara as instituições do Estado que têm responsabilidades na prevenção e no socorro em eventos e incidentes causados pela ação do homem e que são realizados em todo o mundo. “Cursos com a mesma natureza e finalidade são promovidos ordinariamente nos Estados Unidos, França, Inglaterra, Canadá, para capacitar suas forças de segurança”.

Ainda segundo o ministro, o Brasil já tinha planejado, por meio do MD, contando com o apoio de todas as instituições do Governo Federal e do Estado do Rio de Janeiro, a realização do curso que visa atuar de forma interagências e aplicar a interoperabilidade nas Forças Armadas. “O evento prepara e integra todos os órgãos públicos que podem ser convocados para trabalhar em ocorrências de desastres de causas naturais ou humanas, reunindo competência para o enfrentamento”, destacou o ministro Rebelo.

Foto: Felipe Barra / MD

O Curso foi ministrado em parceria com o United States Center For Field Medicine, sediado na cidade de Cleveland, nos Estados Unidos

O Curso foi ministrado em parceria com o United States Center For Field Medicine, sediado na cidade de Cleveland, nos Estados Unidos

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Para a coordenadora do curso de Resposta Médica, a tenente-coronel médica Carla Maria Clausi, a intenção inicial é melhorar a capacidade de resposta médica das Forças Armadas, já que o Brasil está em situação de paz há mais de 70 anos. “Com o passar do tempo, fomos perdendo um pouco esta prática em situações emergenciais e percebemos a necessidade de atuar de forma coordenada e integrada com diversas agências e meios”, salientou.

Já o aluno Hemerson dos Santos Luz, capitão-de-fragata médico da Marinha, disse que o curso contempla os preceitos da “Hora de Ouro” e dos “10 Minutos de Platina”, quando a possibilidade de salvar vidas são maiores. “O objetivo do curso é integrar os profissionais de saúde e de segurança. No exercício aplicado hoje, a triagem é importante, mas o aspecto de garantir a segurança pós-evento também é essencial”, garantiu o médico da Marinha.

O Curso foi ministrado em parceria com o United States Center For Field Medicine, sediado na cidade de Cleveland, nos Estados Unidos, e também contou com a cooperação de militares do setor de saúde do Comando Sul do exército norte-americano.

Desde o ano de 2013, a Chefia de Logística do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Ministério da Defesa começou os estudos e as análises para o incremento da Medicina Operativa das Forças Singulares. Em setembro de 2014, durante a realização do Seminário de Apoio de Saúde em Operações Conjuntas, na cidade do Rio de Janeiro, foi apresentada a proposta de criação do Centro Conjunto de Medicina Operativa das Forças Armadas.

Foto: Felipe Barra / MD

O ministro Aldo Rebelo assistiu a uma simulação de incidente com múltiplas vítimas

O ministro Aldo Rebelo assistiu a uma simulação de incidente com múltiplas vítimas

Este Centro, que passou a fazer parte do portfólio dos projetos estratégicos do Ministério da Defesa, quando instalado terá emprego dual (civil e militar) e tem por objetivo dotar o Brasil de um órgão de excelência no treinamento, tanto no tratamento ao trauma de combate, como na resposta médica a eventos com múltiplas vítimas. O Centro ainda capacitará profissionais de saúde, civis e militares. A meta do MD é inaugurar o Centro em 2021 no Rio de Janeiro e, para isso, vem desenvolvendo várias atividades preparatórias.

Simulação

O exercício teve como cenário fictício um ataque com emprego de explosivos a um ônibus em área urbana. Logo após o incidente, forças de segurança que estavam próximas ao local ajudaram a retirar as vítimas (atores) menos graves – chamadas de verdes, segundo o método de triagem.

Estes profissionais também orientam as pessoas para que se afastem do veículo, devido à possibilidade de uma segunda explosão de bomba. Além do controle das vítimas verdes, as forças de segurança iniciam o isolamento do local do incidente e informam o Centro de Operações, que aciona meios necessários para atuação, como o Esquadrão Antibombas da Polícia Civil e as equipes do Centro de Coordenação de Prevenção e Combate ao Terrorismo (CCPCT).

Foto: Felipe Barra / MD

As equipes do CCPCT são compostas por militares do 1º Batalhão de Forças Especiais e por uma equipe do 1º Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN), ambos do Exército.

Ainda durante a simulação, os feridos (atores) mais graves foram transportados de helicóptero para o Hospital da Força Aérea, no Galeão. Com a evacuação completa dos feridos, o Comando de Incidentes faz a desmobilização de seus meios (ambulâncias, viaturas, cavalaria etc), porém mantém a área isolada para perícia.

 

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