13/03/2016

21:05

Por: Alberto Silva

Dilma entra em desespero e LULA sente o gosto amargo da rejeição. O reinado do PT caiu !!

Se alguém ainda tinha dívidas, basta ligar a TV, rádio, jornais ou na WEB, acabou Dilma...

Fim do reinado do PT, a gota D’Água que faltava para Dilma e Lula. Sua saída imediata do governo seria algo justo e honesto perante a multidão que gritou nas ruas de 90% de todas as cidades brasileiras pela sua saída.

O megaprotesto deste domingo (13) o governo Dilma Rousseff e o PT está entregando tudo o que prometeu: dimensões iguais ou superiores às do primeiro ato do gênero em 2015, de que decorre o previsível discurso de que “agora vai” entre os apoiadores do impeachment e a redução da já quase inexistente margem de manobra para o Planalto na crise.

Como numa versão vida real dos debates de Facebook, em que todos têm razão e excluem os divergentes, para os governistas há consolações ilusórias nas imagem das ruas: o protesto ainda parece ser uma expressão de classe média, os “loiros de olhos azuis” tão ao gosto da demonização petista.

Na semana passada, um desolado governista ponderava que “só iria se preocupar quando começassem os saques na Baixada Fluminense”, resgatando uma imagem de caos social decorrente de crise econômica que apavora palacianos.

Na realidade, não é preciso chegar a tanto, até porque apesar da crise o Brasil é um país com uma enorme classe média que vem sentindo a crise em seus orçamentos domésticos.

As dimensões gigantescas do ato legitimam o discurso daqueles que, nas palavras dos “profissionais” do PMDB e do PSDB reunidos em torno da bruxaria do “semi” (parlamentarismo ou presidencialismo, ao gosto do freguês), consideram que o tempo acabou para Dilma.

Não que seja um caminho suave. Para ressuscitar, o processo de impeachment ainda precisa de decisões do Supremo Tribunal Federal na próxima quarta-feira (16) e terá, à sua frente, o contestado presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Mais: são precisos, ao fim da discussão em comissão especial, 342 votos de deputados para a abertura do processo e consequente afastamento temporário de Dilma. É muita coisa, mas a sinalização dada pelo PMDB em sua convenção de sábado (12) de estar com meio corpo fora do governo é eloquente o suficiente do clima.

Além disso, o pós-Dilma é naturalmente incerto. Há a questão da Lava Jato, que tem munição de sobra não só contra o PT, mas também contra o mesmo PMDB que se vende como fiador de qualquer transição, isso para não falar citações aqui e ali a gente da oposição.

Um acordão mais conservador, ao estilo “centrão” que predomina na política brasileira, nunca foi tão difícil. Para a oposição, o mundo ideal é o de eleição após uma cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE, o que surge como possibilidade cada vez mais forte com os dados que vão transparecendo de delações premiadas de empreiteiros, mas esse é um processo mais longo —e o sentido de urgência tem pautado as conversas
em Brasília.

O cálculo para o futuro do governo passa por Luiz Inácio Lula da Silva, acuado como nunca em frentes judiciais-policiais e, ainda que bastante popular, experimentando seu pior momento em termos de imagem pública desde a apoteose do segundo mandato (2007-2010).

O mesmo político governista supracitado considerava que “a periferia está com Lula e, por extensão, com o governo”. Se está, não é claro, até porque os efeitos da crise econômica chegaram muito recentemente à ponta, via desemprego crescente. Os atos em apoio ao petista têm tido caráter cada vez mais de nicho, radicalizado e ligado a burocracias sindicais.

Para Dilma e Lula, repousa na mesa a carta da entrada do petista no governo, provavelmente a Casa Civil, caso não venha a ser preso em alguma das investigações em curso contra si.

Os contras da operação são óbvios. A admissão virtual de culpa e busca de um foro privilegiado que, na verdade, não tem nada de favorável como pode parecer. Trazer mais um investigado para se transformar em fiador final do governo. A imagem pública de renúncia branca de Dilma, até porque seria certa uma mudança mais radical e potencialmente desastrosa na área econômica.

Mas as “ruas”, fetichizadas como são desde o processo que derrubou Fernando Collor em 1992, deixaram quase só essa saída para a presidente.

Não há dinheiro para bondades como as que ajudaram Lula a sobreviver a crise do mensalão em 2005-6, não há credibilidade para soluções que dependam do Congresso e a etapa da “reforma ministerial salvadora” ocorreu sem sucesso em outubro passado.

Se há fôlego ou necessidade para que a mobilização se torne ao menos periódica, essa é uma variável ainda a definir. A sombra da “saída Lula”, por fim e não por último, pode catalisar de vez o barulho das ruas.

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