25/08/2016

08:39

Por: Alberto Silva

Candidata, filha de Fernandinho Beira-Mar declara R$ 140 mil em bens ao TSE, plano de governo foca em Segurança Publica …

Fernanda Costa tenta se eleger vereadora em Duque de Caxias (RJ). Cirurgiã-dentista, ela é dona de um carro financiado e de uma sala comercial

Um dos bandidos mais perigosos do Brasil nas últimas décadas e condenado a penas que somam mais de 250 anos de prisão, o traficante Fernandinho Beira-Mar tem uma filha candidata nas eleições municipais deste ano. A cirurgiã-dentista Fernanda Izabel da Costa, de 31 anos, busca uma vaga na Câmara Municipal de Duque de Caxias, município da Baixada Fluminense onde Beira-Mar nasceu e se iniciou no mundo do crime.

Filiada ao PP desde março, Dra. Fernanda Costa, como se apresenta na urna eletrônica, declarou 140.000 reais em bens ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Seu patrimônio se resume a uma sala comercial avaliada em 80.000 reais no Parque Beira-Mar, favela onde o pai famoso começou a carreira criminosa, e um carro Hyundai HB20, cujo valor, financiado, é de 60.000 reais.

Filha de um dos fundadores do Comando Vermelho, uma das três facções criminosas que disputam territórios no Rio de Janeiro, Fernanda integra a coligação “Unidos para Renovar”, composta por PP e PSDB e encabeçada pelo deputado estadual José Camilo Zito (PP).

Filha de um dos fundadores do Comando Vermelho, uma das três facções criminosas que disputam territórios no Rio de Janeiro, Fernanda integra a coligação “Unidos para Renovar”, composta por PP e PSDB e encabeçada pelo deputado estadual José Camilo Zito (PP).

Eleito prefeito de Duque de Caxias por três vezes, Zito tem uma condenação na Justiça fluminense por improbidade administrativa em 2012. Ele e um ex-secretário foram acusados de vender, em 1999, sem licitação, imóveis do município a um conjunto de empresas para a construção de um shopping. As penas de três anos e seis meses de prisão foram revertidas em punições alternativas e multa de 3,5% do valor do contrato de 1,8 milhão de reais a cada um dos réus.

Afastada do consultório odontológico onde batia ponto e arredia a contatos da imprensa, Fernanda costuma dizer a aliados: “ninguém me procurou quando me formei dentista”.

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