20/06/2016

15:46

Por: Alberto Silva

Brasil começa a parar, sem pagamento os primeiros a paralisarem são os policiais, vai virar um caos

O mesmo já começa acontecer também em outros estados.

Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais iniciaram na manhã desta segunda-feira (20) um movimento de greve em todo o Estado. No Sul de Minas, a expectativa é que o atendimento seja mantido em 30%, conforme exigência legal. Os setores de trânsito e de identificação devem ser os mais afetados. Funcionários de pelo menos oito cidades aderiram ao movimento. O mesmo já começa acontecer também em outros estados.

Em Poços de Caldas, a adesão é de 100%, de acordo com o Sindplo, um dos sinditados que representa a categoria. Os servidores de Varginha (MG), Guaxupé (MG), Três Corações (MG),Andradas (MG), Boa Esperança (MG), Alpinópolis (MG) e Lavras (MG) também já informaram a adesão ao movimento.

“Nós estamos cumprindo o horário de expediente, mas sem atendimento. Iríamos fazer uma operação grande na cidade, mas foi abortada por causa da greve. Só aqui temos 30 investigadores parados, mais o pessoal do administrativo. Em Belo Horizonte, o Detran e o setor de identificação estão parados. A princípio, está assim nas outras cidades da região também”, relatou o investigador Sinval Garcia.

Segundo nota divulgada pelo Sindepominas, que representa os delegados, a categoria deve permanecer nas Delegacias da Polícia Civil durante o horário de trabalho, mas o atendimento ao público será feito apenas das 14h às 16h40, o que equivale a 30% da carga horária.

Segundo nota divulgada pelo Sindepominas, que representa os delegados, a categoria deve permanecer nas Delegacias da Polícia Civil durante o horário de trabalho, mas o atendimento ao público será feito apenas das 14h às 16h40, o que equivale a 30% da carga horária.

Ainda conforme o comunicado, os setores de trânsito e identificação no Sul de Minas terão expediente também entre 14h e 16h40, com entrega de documentos apenas às quintas-feiras.

Por tempo indeterminado
O Sindpol informou que a decisão de iniciar a paralisação ocorreu em assembleia geral no dia 15 de junho, depois que os servidores avaliaram não terem obtido bons resultados em negociações com o Governo de Minas Gerais para melhorias trabalhistas.

A categoria pede equiparação salarial entre diversos níveis de servidores, reestruturação dos cargos e carreiras da Polícia Civil e recomposição do quadro de funcionários efetivos, com a convocação de classificados em concurso e abertura de novo processo seletivo. O sindicato diz que apenas para o cargo de investigador, há uma lista com mais de 1,4 mil aprovados na seleção realizada em 2014.

Na quinta-feira (16), a Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag) convocou uma reunião entre com o Sindpol e o Sindepominas para anunciar a criação de um grupo de trabalho e apresentar propostas aos policiais. Os sindicatos, no entanto, decidiram manter o movimento grevista até a convocação de uma nova assembleia para avaliar a posição do governo. A assembleia ainda não tem data para acontecer.

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