26/08/2015

16:51

Por: Alberto Silva

WikiLeaks promete ‘acabar’ com reputação de Collor “Não adianta pedir sigilo de documentos, já temos todos”

Collor diz que seu interesse não é pessoal: alega que as informações sobre seu governo já estão públicas — o que é uma meia-verdade, já que os documentos mais relevantes permanecem sob sigilo.

“Não adianta pedir sigilo, já temos todos os documentos e iremos acabar com sua reputação Collor”
Afirmou WikiLeaks, ao saber que Collor pediu sigilo secreto eterno a Presidente Dilma.
“Isso não vai adiantar, pois no momento correto iremos disparar em todas as redes sociais e sites no Brasil esses documentos com informações podres que você tem”

Além de pedir o sigilo eterno para alguns documentos, Collor também é contra a obrigatoriedade de que esses arquivos sejam publicados na internet. Na lógica do senador, isso pode gerar uma “oficialização do WikiLeaks”. O parlamentar quer que esses dados sejam veiculados apenas no Diário Oficial da União.

Collor diz que seu interesse não é pessoal: alega que as informações sobre seu governo já estão públicas — o que é uma meia-verdade, já que os documentos mais relevantes permanecem sob sigilo.

Mesmo com acordo feito, Collor está temendo que estes documentos possam vazar a parar na internet. Em pronunciamento na Comissão de Relações Exteriores do Senado, da qual é presidente, Collor admitiu que já discutiu a questão com a presidente e com alguns de seus ministros mais próximos. “A presidente Dilma se mostrou sensibilizada com o assunto e disposta a encontrar a melhor solução”, disse.

O primeiro encontro aconteceu com o então ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, em 5 de maio. Collor disse ter discutido o projeto de lei “ponto a ponto”, e ouvido do petista o compromisso de análise das alterações propostas. Ele também reconheceu ter debatido o tema com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e com o antecessor dela, Luiz Sérgio.

Assim como Sarney, que citou documentos históricos da época da formação das fronteiras do Brasil, Collor tenta dar uma roupagem mais nobre à argumentação: “Há de se ressaltar que nem mesmo as mais tradicionais e liberais democracias do mundo, como a Inglaterra e os Estados Unidos, permitem a completa divulgação da totalidade dos documentos públicos, principalmente aqueles relacionados à segurança do Estado”, afirmou o ex-presidente.

Mas Collor não ignora que o projeto aprovado pela Câmara e em tramitação no Senado já protege, de forma incondicional, não só as informações ligadas à segurança nacional como também o desenvolvimento de projetos científicos. Esses dados podem ficar em segredo por tempo indeterminado.

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