11/06/2016

23:56

Por: Alberto Silva

Vive pagando internet cara? sabia que é possível ter sinal via satélite de graça? veja como aqui …

Com o lançamento do Amazonas 3, além de mais possibilidades, espaço para canais e serviços, uma novidade se destaca

A internet via satélite é um tipo de serviço de internet disponível para uso no qual a sua conexão é estabelecida e transmitida através de um receptor parabólico, diferentemente das conexões a cabo, discagem por telefone ou DSL oferecidas por outros provedores. A sua parabólica se comunica com os satélites que orbitam sobre a linha do equador para fornecer o serviço de internet.

Isso é geralmente ideal para aqueles que vivem em áreas rurais, embarcações ou veículos recreacionais e que não têm a capacidade de estabelecer um serviço de conexão com a internet de outros provedores. Para usar a internet via satélite, deve-se primeiro garantir que a antena parabólica pode se comunicar com os satélites da melhor forma possível. Você também deve executar certas atividades que não serão afetadas pelo atraso de tempo devido à natureza do serviço oferecido pela internet via satélite. No entanto, com planejamento e preparação adequados, é possível maximizar sua experiência com esse tipo de conexão.

Com o lançamento do Amazonas 3, além de mais possibilidades, espaço para canais e serviços, uma novidade se destaca: a banda larga via satélite através da banda KA.
Até hoje internet via satélite no Brasil era considerada um serviço praticamente emergencial: buscava atender apenas aqueles lugares esquecidos no mundo onde pouca ou nenhuma conexão a internet existia (geralmente para acelerar conexões).
A internet banda larga via satélite que usa a banda KA já vem sendo usada no México (e apenas no país).

A pirataria sobrevive hoje apenas graças ao próprio serviço de transmissão de dados via satélite e pela própria internet. Como as criptografias usadas por todas as operadoras do Brasil hoje são tecnicamente inquebráveis (tanto o N3 quanto o NDS da SKY), a única forma adotada pelo pirateiros é a de enganar as chaves, se passando por clientes graças ao compartilhamento de cartões reais.

O serviço além de apresentar velocidades muito atrativas (chega até a 50 MBs), possibilita o uso de antenas que fazem upload e download ao mesmo tempo, sem precisar de uma conexão extra apenas para up.
Hoje em dia o uso dessa internet está quase que acabando, sendo que muitas operadoras de satélites já desativaram seus serviços de transmissão de internet (como o Telstar 12, que foi pressionado pelas operadoras para que desativasse o serviço que era utilizado quase que unicamente para realizar satélite sharing, o meio mais usado atualmente para piratear tv por assinatura).

Hoje um dos poucos satélites que disponibiliza o serviço de internet em baixa velocidade é o Hispasat 30W. Na mesma situação do antigo Telstar 12, está a mercê de um desligamento da TP de dados, sofrendo processos judiciais das operadoras que pedem pelo desligamento.

Entenda como funciona o SKS
A tecnologia SKS foi utilizada pela primeira vez no oriente médio. Foi utilizada para quebrar a criptografia utilizada por uma das principais operadoras, liberando cerca de 10 canais utilizando um microreceptor de rádio (o Microbox), que com uma firmware modificada poderia captar dados de TPs que ofereciam internet.

O pioneiro na falcatrua usada no Brasil
Como os pirateiros possuem servidores de card sharing, bastou conseguir enviar o mesmo sinal de CS para o satélite que o mesmo faria o papel de alimentar todos os microbox modificados para liberar os canais.

Essa foi a mesma tecnologia trazida pela Azbox Latina ao Brasil, pioneiramente em 2010, com o advento do Nagravision 3 nas operadoras Telefonica Digital, OI TV e Claro TV.
A chamada solução veio com Microbox importados na China, batizados por aqui de AZBOX Smart. O aparelho era capaz de “reviver” os receptores piratas que não possuem capacidade técnicas de receber dados juntamente de imagem e som do satélite, atuando então como um segundo tunner (daí a necessidade de duas antenas, uma captando o sinal de internet e a outra de imagem e som à serem liberados).
Com um começo tecnicamente pífio (logo após o inicio das vendas o servidor de CS que ficava em Santos e era mantido pela empresa européia foi localizado pela Polícia Federal) e com concorrentes surgindo (como o iBox), aos poucos a tecnologia invadiu o país, espalhando esperanças à quem estava com o receptor “encostado”. Com uma placa de iptv clonada de um assinante comum do serviço de internet via satélite da empresa Raggio, o servidores de CS podiam gratuitamente “embutir” as chaves de liberação no satélite, utilizando então de pura malandragem – o que já é o normal de quem compra e vende esses serviços.

O lucro estaria então na venda desses adaptadores e mais tarde no lançamento de receptores ainda mais modernos, já com dois tunners embutidos e capazes de reproduzir canais em HD. O serviço funcionou até a desativação da TP de dados do Telstar 12, sendo substituído pelo Hispasat 30 (que vai chegando ao seu fim).

O barato que sai caro
O sistema parece muito interessante e intrigante não é mesmo? Talvez até seja, mas a experiência com o uso do SKS é no mínimo lamentável. Instabilidades tanto na leitura dos cartões quanto na comunicação entre o server pirata até a estação de envio sofre com problemas técnicos. No envio da terra ao satélite o sinal sofre com chuvas, ventos e demais interferências.

Um mal apontamento das antenas (que geralmente são as pequenas de 45 ou 60cm) dificulta na recepção do sinal de dados. E para completar receptores com firmwares carregados de defeitos, tornam a experiência de ver TV frustrante.
Economiza-se na mensalidade e convive-se com a incerteza de se um programa, filme ou transmissão esportiva chegará ao fim. É típico dos malandro achar que fez o melhor negócio do mundo, até a hora em que a família está reunida em volta da TV, vendo o final do filme e o sistema simplesmente trava. Parabéns pelo belo negócio que você faz e pelo exemplo para as crianças.

A pirataria de TV no Brasil
A pirataria sobrevive hoje apenas graças ao próprio serviço de transmissão de dados via satélite e pela própria internet. Como as criptografias usadas por todas as operadoras do Brasil hoje são tecnicamente inquebráveis (tanto o N3 quanto o NDS da SKY), a única forma adotada pelo pirateiros é a de enganar as chaves, se passando por clientes graças ao compartilhamento de cartões reais.
A tendência é que o serviço SKS chegue ao fim nos próximos meses, pois o último satélite que possuí um tp de dados aberta a comercialização possui visada para poucos estados no país. O serviço de distribuição via internet, que usa do endereço IP dos internautas, é de facil localização pela polícia federal, que segue derrubando diversos servidores Brasil à fora em um combate cada vez mais forte contra a pirataria.
Creio que melhor do que prender, multar ou investigar, é investir na educação – aquela que ensina que devemos trabalhar para ter o que podemos ter, sem enganar ninguém nem utilizar de meios ilícitos e vergonhosos…

Um dia chegaremos lá tenho certeza, um dia.

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