17/11/2015

13:07

Por: Alberto Silva

União Europeia vai ajudar França “fulminar” Estado Inslâmico. França realizou segundo ataque.

Pela primeira vez, um país do bloco recorreu a artigo que prevê ajuda a nação que sofreu agressão armada

A União Europeia concedeu por unanimidade o pedido de ajuda militar feito formalmente nesta terça-feira pela França. Essa foi a primeira vez em que um país recorreu ao artigo de assistência mútua previsto no tratado do bloco.

O pedido foi feito pelo ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, em reunião com os ministros dos outros países do bloco em Bruxelas, na Bélgica. Segundo o Artigo 42.7 do Tratado de Lisboa, no caso de “agressão armada” a qualquer país da União Europeia, as outras nações têm “uma obrigação de ajuda e assistência por todos os meios em seu poder”.

Ainda não está claro de que forma essa ajuda será oferecida ou quais serão as suas implicações. Segundo a coordenadora de segurança da União Europeia, Federica Mogherini, o governo nacional de cada país do bloco deverá dialogar individualmente com a França. “A França não pode fazer tudo. Não pode agir sozinha”, disse ela ao jornal inglês The Guardian. “Todos os países disseram que vão ajudar. Isso pode acontecer de formas diferentes.”

O ministro da Defesa da República Tcheca afirmou na reunião que é pouco provável que o auxílio inclua o envio de tropas à França, já que este é um “país grande e poderoso demais e que tem suas próprias capacidades para enfrentar qualquer situação, por mais grave que seja”. Para ele, a cooperação pode envolver troca de informações confidenciais, por exemplo. Outros representantes, como Simon Coveney, do governo irlandês, também se mostraram favoráveis à troca de dados como forma de evitar outros atentados aos países do bloco.

Ursula von der Leyen, ministra da Defesa da Alemanha, disse que o seu país fará tudo o que puder para ajuda e apoiar a França. Já a ministra holandesa, Jeanine Hennis, declarou que o compromisso na Síria, reduto dos terroristas do Estado Islâmico, “continua em uma coalizão liderada pelos Estados Unidos”, e considerou que “está na hora de a Europa também soltar a voz”.

Reação – A França está respondendo aos ataques de sexta-feira em Paris, que deixaram 129 mortos. Nas últimas 24 horas, o país realizou dois ataques aéreos em Raqqa, na Síria, reduto do Estado Islâmico (EI), grupo terrorista que reivindicou a autoria dos atentados. Nesta segunda-feira, o EI divulgou um vídeo em que faz ameaças a outros países, incluindo a Bélgica.

(Via veja e agências)

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