27/09/2015

14:16

Por: Alberto Silva

“Sou solidária com quem pode cair, eu não vou cair” ironiza Dilma em Nova York

...A presidente Dilma Rousseff defendeu neste sábado, em Nova York, uma reforma do Conselho de Segurança da ONU. Brasil, Alemanha, Japão e Índia formam o chamado G-4, grupo criado justamente para pleitear mudanças no conselho. Atualmente, o órgão é composto de cinco países fixos -- Estados Unidos, Rússia, Inglaterra, França e China -- e de dez rotativos, que trocam a cada dois anos.

“Nós precisamos de um conselho que reflita adequadamente a nova correlação de forças mundial”, declarou a presidente, ao dizer que vai procurar apoio da Rússia e China, que têm assento no conselho, mas que são emergentes como o Brasil, para conseguir avançar na ampliação da representatividade do órgão. A presidente Dilma afirmou que existem “problemas graves” no Conselho e que o aniversário de 70 anos da Assembleia Geral da ONU é um “momento simbólico” para se conseguir reabrir esta discussão.

Ao final do encontro, o G-4 divulgou um comunicado conjunto. O texto diz que os integrantes do grupo são candidatos legítimos a membros permanentes do conselho. Os líderes também se comprometem a trabalhar em parceria para uma reforma “rápida e significativa”.

Antes, a presidente não havia se furtado a fazer ironia sobre as especulações em torno de seu próprio impeachment. Dilma, que tem hábito de andar de bicicleta e semana passada amparou um ciclista caído, falou, em conversa com jornalistas depois de uma reunião com o presidente do Irã, Hassan Rohni: “Todos nós que podemos cair temos que ser solidários”. E completou: “No sentido amplo da palavra.” “Eu não vou cair”

Após participar de uma recepção oferecida pelo primeiro-ministro da Suécia, ela decidiu sair às compras. A escapada durou quase uma hora. Ao chegar ao hotel, dois garotos de 12 e 13 anos pediram para tirar selfies com ela e foram atendidos.

Refugiados – Na sexta, a presidente Dilma também havia elogiado a fala do Papa Francisco na ONU que também defendeu reformulação do órgão. Ela avisou que o Brasil está “de braços abertos” para receber refugiados. “O Brasil é um país de refugiados, Meu pai era refugiado da segunda guerra mundial”, comentou a presidente. “É importante que o Brasil não tenha uma política que seja xenófoba, que seja preconceituosa”, declarou.

(Com Estadão Conteúdo)

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