30/03/2015

19:05

Por: Alberto Silva

‘Quem está na rua não representa a maioria’, dizem estudantes

O líder do Movimento Brasil Livre, Fernando Holiday, 18, defendeu enfaticamente o afastamento da presidente Dilma Rousseff, mas afirmou que os grupos contra o governo não se veem como representantes do povo

Um grupo de jovens que acompanhou o debate entre os mobilizadores dos atos contra o governo questionou a defesa do impeachment e afirmou que os que estão na rua não podem ser vistos como maioria.

“Várias vezes eles mencionam o povo… Dilma foi eleita por 52 milhões de pessoas. Eles são maioria? Podem se dizer representantes do povo?”, indagou Douglas Ferreira, 24, que cursa Ciências Sociais na PUC, em São Paulo.

Durante o debate, o líder do Movimento Brasil Livre, Fernando Holiday, 18, defendeu enfaticamente o afastamento da presidente Dilma Rousseff, mas afirmou que os grupos contra o governo

não se veem como representantes do povo. Ele atribui a mobilização anti-PT à “indignação generalizada” com a performance da Dilma no Planalto.

Os estudantes disseram ser contra “qualquer tipo de força reacionária”, mas rechaçaram o rótulo de “governistas”. “Ninguém aqui é filiado ao PT ou militante do partido”, disseram.

Os jovens se envolveram em uma discussão com três homens que estavam na plateia com camisas do SOS Forças Armadas, grupo que defende a intervenção militar. “Eles são novos, não sabem o que falam. Não vejo outra solução para o país se não os militares”, afirmou Aparecido de Almeida, 59, empresário.

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