13/10/2015

17:34

Por: Alberto Silva

Principal revista do mundo diz “Ciência e educação são as bases do desenvolvimento de um país. Menos no Brasil”

A revista “Nature”, uma das publicações científicas mais renomadas do mundo, abordou esta semana os efeitos da corrupção e da crise econômica brasileira na produção científica do país.

Com o sugestivo título “Brazilian Science paralysed by economic slump” (a ciência brasileira paralisada pela crise econômica), o artigo traz entrevistas com pesquisadores e coordenadores de laboratórios e instituições em várias cidades do Brasil.

Os especialistas relataram dificuldades para lançar novos projetos, cortes de verbas nos projetos existentes e até problemas para pagar despesas básicas como contas de luz e limpeza. “No último ano, cortes federais e estaduais nas verbas científicas paralisaram as pesquisas”, alertam os pesquisadores.

A revista destaca que o orçamento para 2016, apresentado pela presidente Dilma Rousseff ao Congresso, piora a situação com o corte de 24% da verba para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em relação a 2015 e congela as bolsas do programa de intercâmbio internacional Ciência sem Fronteiras.

Curiosamente, o mês de outubro é marcado pela indicação dos ganhadores do Prêmio Nobel em várias categorias. Os ganhadores deste ano são de países como Turquia, Suécia, Tunísia, Canadá, Irlanda, Bielorrússia, Japão, EUA e Inglaterra. Em face da realidade da educação no país, há tempos os brasileiros deixaram de alimentar a expectativa de ter um compatriota entre os laureados.

Enquanto a fé do povo permanece quase inabalável quanto ao desempenho dos jogadores de futebol, no campo das ciências, o ceticismo é geral. Com tantos jovens fora da escola, até que seria reconfortante imaginar que a maioria deles se dedica à prática do esporte nacional.

Infelizmente, milhões de jovens estão abraçando carreiras menos nobres. Como nunca na história do país, estão engrossando as fileiras do tráfico de drogas e aumentando as estatísticas de homicídios, estupros e assaltos. Cerca de 15 milhões de jovens entre 14 e 25 anos não estudam nem trabalham. Boa parte deles, por pura ausência de oportunidades.

O maior problema é que o Brasil ainda não quitou as faturas da negligência com a educação acumuladas ao longo dos últimos treze anos de governos do PT, período em que a evasão escolar avançou 17% em todo o país. O futuro promete ser ainda mais violento e o país ainda mais distante de um prêmio Nobel,

Via muylaerte

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