01/09/2015

13:16

Por: Alberto Silva

Perante a crise quem paga é a população, 15% aumento do gás de cozinha

Repasse para o consumidor deve ser baixo, segundo fonte da Petrobras. Trata-se do primeiro aumento desde 2002. O preço do botijão de gás para uso residencial terá um reajuste médio 15% nas refinarias, a partir desta terça-feira. Na véspera, a Petrobras explicou que a regra se aplica ao gás liquefeito de petróleo (GLP), envasado em botijões de até 13 quilos (GLP P-13). De acordo com o Sindigás, a Petrobras não reajustava os preços do botijão desde 2002.

Como o reajuste de preços é nas refinarias, o aumento aos consumidores deve variar, dependendo de fatores de mercado, custos, logística e distribuição. O preço atual médio do botijão de gás de 13 quilos é de 46 reais.

Uma fonte da Petrobras afirmou que o impacto para o consumidor será “baixíssimo”. A estimativa é de que, em média, o preço do botijão de 13 quilos ao consumidor suba entre 4% e 5%, ou cerca de 2 reais, para cerca de 48 reais. “Para formar preço final entram ainda impostos, isenções, margem de revenda, e achamos que o impacto para consumidor e para a inflação será mínimo”, afirmou à Reuters.

O aumento faz parte da política de recomposição de preços da estatal, de acordo com a fonte, que garantiu que, por enquanto, “não há necessidade de mexer nos preços de diesel e de gasolina” no mercado interno.

Segundo o Sindigás, atualmente existem 99 milhões de botijões em circulação em todo o país e, a cada dia, são entregues 1,5 milhão de botijões aos consumidores brasileiros. Sete grandes empresas controlam 96% do mercado brasileiro de GLP, sendo que as quatro maiores são: Ultragaz, com 23,11% do total, Liquigas (22,61%), Supergasbras (20,58%) e Nacional Gas (19,16%).

 

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