02/07/2015

10:41

Por: Alberto Silva

Para “OBAMA” a Presidente Dilma é confiável e tem todo apoio dos Estados Unidos.

Obama: "Confio nela completamente. Ela cumpriu o que prometeu", disse ele ao responder a jornalistas se a confiança do governo norte-americano havia sido abalada diante da crise no Brasil"; visita poderá dar forças à presidente para que enfrente o que há por vir

Obama: “Confio nela completamente. Ela cumpriu o que prometeu”, disse ele ao responder a jornalistas se a confiança do governo norte-americano havia sido abalada diante da crise no Brasil”; visita poderá dar forças à presidente para que enfrente o que há por vir

Presidente viajou para os Estados Unidos, no último sábado, em meio a uma crise devido ao “vazamento seletivo”, como ela mesma chamou, de trechos da delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, da UTC; com as denúncias, cresceu a campanha da oposição, enquanto ela esteve fora, para tirá-la do poder; na visita oficial, porém, Dilma Rousseff colheu frutos: virou a página de uma relação abalada há dois anos, firmou acordos nas áreas ambiental e comercial, se encontrou com empresários e investidores, com quem falou em defesa da economia brasileira, e recebeu, de quebra, um apoio declarado do presidente Barack Obama; “Confio nela completamente. Ela cumpriu o que prometeu”, disse ele ao responder a jornalistas se a confiança do governo norte-americano havia sido abalada diante da crise no Brasil; visita poderá dar forças à presidente para que enfrente o que há por vir

O clima era hostil e resultou em duas reuniões de emergência no Palácio do Alvorada quando a presidente Dilma Rousseff viajou no último sábado para os Estados Unidos, de onde retorna na noite desta quarta-feira 1º. A imprensa acabava de publicar vazamentos da delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, da UTC, que, apesar de ter feito doações de campanha para políticos do governo e da oposição, envolveu os nomes de Dilma e dos ministros Edinho Silva e Aloizio Mercadante. Este último, que viajaria com Dilma, decidiu ficar em Brasília para estancar a crise.

Com as denúncias, ficou mais forte a campanha da oposição para tirar Dilma do poder. O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), chegou a anunciar uma ação contra a presidente e o ministro Edinho, da Secretaria de Comunicação Social, por “extorsão”. O tucano se baseia na denúncia de Pessoa de que ele teria sido pressionado por Edinho, então tesoureiro da campanha à reeleição de Dilma em 2014, a fazer doações ao PT. “Há ali, explicitado por ele (Ricardo Pessoa), uma clara chantagem”, argumentou Aécio.

Na visita oficial, porém, pode-se dizer que Dilma Rousseff lavou a alma: virou a página de uma relação abalada há dois anos – a presidente havia cancelado a última visita, que seria realizada no fim de 2013, em decorrência do escândalo das espionagens norte-americanas –, firmou acordos nas áreas ambiental e comercial, se encontrou com empresários e investidores, com quem discursou em defesa da economia brasileira, e recebeu, de quebra, um apoio público e contundente do presidente Barack Obama.

“Confio nela completamente. Ela cumpriu o que prometeu”, disse Obama na terça-feira, durante anúncio conjunto dos dois governantes, ao responder a jornalistas se a confiança do governo norte-americano havia sido abalada diante da crise no Brasil. Ele se referia a acordos de cooperação em defesa anunciados pelo governo brasileiro, e que eram de interesse dos EUA. Obama ainda elogiou Dilma: segundo ele, o fato de ela ter conseguido que fossem aprovados no Congresso “é um bom indicativo de que ela é uma parceira confiável”.

O discurso otimista em relação ao Brasil não parou por aí. Foi de grande repercussão nas redes sociais e diversos sites a resposta de Obama à pergunta da jornalista Sandra Coutinho, da Globonews, que afirmou – não perguntou – que os Estados Unidos viam o Brasil como um líder regional. O presidente norte-americano negou, ressaltando que o país governado por ele enxerga o Brasil como um líder global. Pouco depois, diante de uma pergunta sobre a Operação Lava Jato, Barack Obama disse que não iria se manifestar sobre um assunto que aguarda decisão judicial.

Com tantos bons frutos, a visita oficial de Dilma aos Estados Unidos poderá dar forças à presidente para que enfrente a próxima rodada de petardos contra seu governo.

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