21/12/2016

10:35

Por: Dias Zatti e Manuel Freitas Dias Zatti e Manuel Freitas

O Natal mais pobre de todos os tempos, veja aqui…

Endividadas, as famílias estão cortando onde dá, e nem o apelo natalino está conseguindo convencê-las a abrir mais a carteira.

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O ano de 2016 pode entrar para a história por muita coisa, mas o presente de Natal não será uma delas. Em vez de grandes embrulhos, os pés das árvores do brasileiro neste ano estarão cheios de “lembrancinhas”. aqui

Na área da rua 25 de Março, um dos maiores centros de comércio popular do país, o gasto do consumidor caiu pela metade em relação ao ano passado. “Quem gastava R$ 300 agora está gastando R$ 150 em média”, diz Claudia Urias, assessora executiva da Univinco, entidade que representa 4.500 lojistas com atuação na região.

Endividadas, as famílias estão cortando onde dá, e nem o apelo natalino está conseguindo convencê-las a abrir mais a carteira.

Segundo os lojistas da região, a economia do consumidor é visível. Mesmo quem compra brinquedos está optando por produtos mais em conta, afirmam os comerciantes.

“Na nossa família fazemos todo ano uma vaquinha para a festa de Natal, que inclui o presente das crianças, a ceia e um amigo-secreto. Neste ano, não vai ter amigo-secreto”, conta a professora Vivian Cristina da Silva, 32, que saiu de Diadema para ir à região da 25 de Março fazer as compras.

Na casa da pedagoga Patrícia Barros, 38, os adultos ainda ganharão alguma coisa, mas barata. “Presente só para criança. Pais, irmãos e cunhados vão receber lembrancinha”, diz.

Segundo os lojistas da região, a economia do consumidor é visível. Mesmo quem compra brinquedos está optando por produtos mais em conta, afirmam os comerciantes.

“No ano passado foi ruim e neste está pior. Os consumidores estão procurando brinquedos mais baratos”, diz Verônica Nascimento, gerente da unidade Basílio Jafet da Semaan.

Os camelôs também notaram diferença. “Parece que eles [os compradores] estão com medo de se endividar. Antes passavam o cartão, parcelavam e agora a maioria vem com dinheiro”, diz Regiane Gomes.

Apesar do clima ruim, o brasileiro não deixou de ir às compras. O movimento surpreendeu os lojistas, que contavam com um fim de ano fraco, seguindo a tendência geral de 2016.

O pico das compras foi no sábado (17), quando mais de 1 milhão de pessoas passaram pelo comércio da região central de São Paulo, de acordo com estimativa da Univinco. Durante a semana, entre 800 mil e 1 milhão de pessoas circularam na área.

Pessimistas, os comerciantes não haviam se preparado para esse nível de procura. Apenas 20% dos associados à Univinco fizeram contrações para o fim de ano, diz Urias.

A alta temporada de vendas costuma impulsionar a abertura de vagas temporárias no varejo, mas a recessão freou o ânimo do setor.

(via redação)

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