12/08/2015

12:22

Por: Alberto Silva

Nota do Brasil rebaixada deixa empresários, juristas, intelectuais e comerciantes em estado de alerta.

As federações dos principais empresários do país responderam com um manifesto conjunto. Firjan, do Rio de Janeiro, e Fiesp, de São Paulo, disseram claramente que o Brasil precisa reagir rapidamente a crise e a queda da nota que da garantias ao país. Avaliam que o momento é de responsabilidade, diálogo e ação para preservar a estabilidade institucional. Os empresários fazem um apelo: que o Brasil não pode permitir mais irresponsabilidades fiscais, tributárias e administrativas pelo risco de acabar com milhares de empresas , milhões de empregos e corrupção.

“É momento de serenidade, é momento de equilíbrio, é momento de bom senso. É momento do Congresso votar projetos que sejam bons para o Brasil, é momento do governo cortar suas despesas e não exigir, para resolver o ajuste fiscal, mais impostos das pessoas, das empresas, que já pagam muitos impostos. Então, essa busca de entendimento é necessária para o bem do Brasil”, disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

“É hora de nós nos manifestarmos na falta de governabilidade da Presidente Dilma. Esse jogo político não está bom. Nós tempos que chamar a responsabilidade dos políticos, que foram eleitos pelo povo para levar o Brasil para um patamar melhor. Essa luta vai nos levar a um nível horrível, a nota que garanta a credibilidade do Brasil caiu e se não segurar a peteca vai cair ainda mais, que nenhum de nós brasileiros gostaria de viver nesse país”, afirmou Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan.

A mensagem de Michel Temer também teve reação imediata no Congresso. Parte da oposição manteve o tom divergente, sem aceno de conciliação.

“Um governo que começa e inicia seu mandato com 400 parlamentares na Câmara Federal, com ampla maioria, e hoje tem menos de 130 parlamentares, evidentemente não foi uma ação das oposições que levou o país a essa grave crise”, disse o deputado Carlos Sampaio (PSDB/SP).

“Se nós não conseguirmos criar um grande pacto nacional em torno de algo novo, ela tende a se agravar, evidentemente. E esse agravamento é por falta de perspectiva mínima de um governo que não avança por falta de autoridade”, declarou o deputado Rubens Bueno (PPS/PR).

Mas muitos parlamentares, tanto do governo quanto da oposição, adotaram um discurso mais ameno. Em meio a derrotas do Planalto, defenderam a necessidade de o Congresso parar de aprovar leis que criem despesas e aumentem gastos, evitando assim que a crise política alimente ainda mais a crise econômica.

“É claro que a oposição tem que exercer com vigor e com rigor as suas cobranças e ao mesmo tempo há de se ter do lado do Executivo e talvez o vice-presidente da República, Michel Temer, uma pauta mínima que possa mediar esse entendimento em torno de assuntos de interesse do Brasil”, afirmou o deputado Mendonça Filho (DEM-PE)

“Afeta expectativas a respeito da economia, porque chega à área privada a ideia da desorganização total das finanças públicas, e isso leva os investidores para a retranca. E isso aprofunda o desemprego, porque o não investimento compromete o crescimento futuro e compromete o emprego hoje, porque investimento implica demanda de bens e serviços. Então, a situação é extremamente crítica”, disse o senador José Serra (PSDB-SP).

“Eu chamo a atenção exatamente para essa responsabilidade. Não adianta fustigar ou tentar provocar ainda mais, ou agravar ainda mais a situação que estamos vivendo. Nós precisamos assumir aqui uma responsabilidade enorme”, afirmou a senadora Ana Amélia (PP-RS).

F: G1

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