02/09/2015

15:28

Por: Alberto Silva

“Não tem como LULA escapar” após acareação, PF pode chagar ao líder do PT. Operação Lava-Jato

A Policia Federal irá trabalhar internamente nesta Quarta e Quinta Feira, tudo leva a crer que, LULA não tem como escapar, as provas e depoimentos são claros os recebimentos de propinas na SEDE DO PT.
Ex-diretor da Petrobras Renato Duque chama delator de 'mentiroso' em acareação na CPI da Petrobras.
Ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto manteve silêncio.
O lobista Fernando Moura e o publicitário Ricardo Hoffmann também mantiveram silêncio, porém as informações da CPI levam direto a arrecadação de propina na Sede do PT em São Paulo a mando de LULA.

JUSTIÇA É CADEIA PRA QUEM ROUBOU, dizem participantes na acareação no PARANÁ  Operação Lava-Jato. Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, chamou de “mentiroso”, durante acareação na CPI da Petrobras, nesta quarta-feira (2), um dos delatores da Operação Lava Jato Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, ex-executivo da Toyo Setal. Eles são ouvidos pelos parlamentares em Curitiba, juntamente do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.
Todas as declarações pelos presidiários levam fatos diretos ao Líder do PT LULA.

A acareação ocorreu no terceiro dia da CPI da Petrobras em Curitiba. Antes, o publicitário Ricardo Hoffmann e o lobista Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura ficaram em silêncio diante dos deputados. Ambos são acusados de envolvimento no esquema de corrupção e desvio de dinheiro da Petrobras.

“Só gostaria de deixar ressaltado que o senhor Augusto é um mentiroso, ele mente na delação, ele sabe que está mentindo, mas pela orientação do meu advogado vou permanecer em silencio”, disse Duque.

“Eu confirmo tudo que eu disse nos meus depoimentos”, rebateu Mendonça, após afirmar que mantém o que disse em seus depoimentos ao juiz federal Sérgio Moro, que comanda os processos da operação em primeira instância.

Duque fez apenas esta observação, após declarar que se manterá em silêncio na acareação, sob orientação de seu advogado. Vaccari também declarou que permanecerá em silêncio.

Tanto o ex-diretor de Serviços quanto Vaccari estão presos no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e respondem pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Duque afirmou que não há justificativa para sua prisão e disse confiar na Justiça.

Augusto Mendonça responde a ações relacionadas à Lava Jato em liberdade.

O ex-diretor da estatal insistiu que “é um absurdo confiar na delação de alguém que diz que entregou muito dinheiro a alguém de nome Tigrão”.

Mendonça afirmou que Duque tenta se defender, dizendo que ele é mentiroso, e que “Tigrão” seriam três pessoas diferentes, que iam retirar em dinheiro no  escritório dele.
Propina
Mendonça afirmou que parte da propina da diretoria de Duque ia para o PT. Duque afirmou que, se tivesse que dar propina ao partido, não precisaria de Mendonça. “Eu daria direto, ele não tem nem competência para isso”, disse.

O ex-executivo da Toyo Setal também respondeu que se encontrou pelo menos dez vezes com João Vaccari. O ex-tesoureiro, por sua vez, não respondeu se os encontros ocorreram.

Mendonça ainda revelou que fez uma correção em na delação em relação a valores de propina. “Esta afirmação que parte dos valores a pedido do Renato Duque de contribuição ao PT e que era relativo ao dinheiro que devia dar a eles, eu falei desde a primeira declaração e esta é a versão que eu confirmo”, disse.

CPI em Curitiba
Os deputados realizaram oitivas com presos da Operação Lava Jato durante dois dias. Para quinta-feira (3), há previsão de trabalhos internos, onde PF deve chegar a conclusão de pegar ou não o mandante de todos os crimes mencionados na acareação.

O objetivo de conseguir mais informações sobre o esquema bilionário de fraude, corrupção e desvio de dinheiro na petrolífera, acabou não se concretizando, já que os depoentes optaram em ficar em silêncio.

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