11/03/2015

20:49

Por: Alberto Silva

Morte de adolescente em Viçosa pode estar ligada a uma briga

Adolescente de 17 anos desapareceu após calourada na cidade universitária; corpo foi encontrado em uma vala, com corrente de ouro no braço e telefone celular

O envolvimento em uma discussão entre terceiros no final de uma calourada pode ter ocasionado a morte do estudante Gabriel Oliveira Maciel, de 17 anos, na madrugada do último sábado (7). O corpo foi encontrado em uma vala num terreno pertencente à Universidade Federal de Viçosa, na cidade da Zona da Mata mineira no último dia 9.

Após uma série de diligências nesta quarta-feira (11), o delegado Felipe Fonseca Peres afirmou que os motivos do crime ainda são obscuros, mas que a principal linha de investigação aponta que o adolescente não foi autor direto da briga.

Essa suposta briga, no entanto, estaria diretamente relacionada a sua morte. A possibilidade de latrocínio (roubo seguido de morte) foi praticamente descartada, já que com o corpo foram encontrados uma corrente de ouro e o telefone celular

As ligações que ele fez para a namorada e a mãe já na manhã de sábado, auxiliaram a traçar os passos dele durante a madrugada, até a suposta execução.

Investigação

Nesta quarta-feira (11), equipes da Polícia Civil (PC) percorreram todos os lugares onde o menor pode ter passado antes de morrer, em busca de novas evidências. Além disso, segundo o delegado, várias outras testemunhas estão sendo ouvidas.

Já tinham prestado depoimento a jovem de 19 anos com quem a vítima mantinha um relacionamento e amigos dele que também participaram da festa. “Estamos atrás de mais coisas e existe uma grande chance de termos novidades sobre o caso nos próximos dias”, disse.

A suposta namorada do menor, a princípio, teria dito ao Conselho Tutelar que Gabriel estaria consumindo bebidas e drogas na festa. “Em depoimento à Polícia Civil, a versão dela é a mesma, de que teria visto o pessoal fazendo uso de drogas. Mas em momento nenhum ela confirmou que a vítima tenha feito isso”, explicou o delegado.

O policial afirma que o adolescente teve uma morte violenta após a festa, uma vez que ele foi encontrado com um ferimento na parte de trás da cabeça e que é compatível com marcas causadas por tiros . Apesar disso, somente o laudo do Instituto Médico-Legal poderá concluir o que causou a morte. “O corpo estava em avançado estado de decomposição e, por isso, não foi possível verifica se haviam marcas de agressão”, concluiu.

Entenda

Gabriel, que era morador de Ponte Nova, na mesma região, saiu na última sexta-feira (6) para uma calourada organizada pela república Qkické em um sítio de Viçosa. Na manhã seguinte a mãe dele percebeu que o jovem não havia voltado para casa e passou a ligar para e amigos.

Conforme um tio do menor, após acionarem a polícia, a namorada teria contado histórias controversas e se mostrando fria nos depoimentos. “Por enquanto ela só disse ter visto ele na festa e que ele bebia e usava drogas. Mas para a gente ele sempre falou que nunca bebeu nem nada, que queria que a gente confiasse nele. Mas é claro que um adolescente mente”, disse.

A jovem também teria afirmado que recebeu uma mensagem de voz pelo WhatsApp do jovem desaparecido por volta das 6h do sábado. “O que estamos achando mais estranho é ela ter ido na casa da mãe do Gabriel para pedir para ele ir à festa e, agora, negar e falar que eles são apenas amigos, que nunca tiveram nada”, argumentou o parente.

Na última segunda-feira o corpo foi encontrado em uma vala localizada em uma área vegetativa dentro do campus da UFV. Gabriel foi enterrado nesta terça-feira (10) no Cemitério de Raul Soares, também na Zona da Mata.

 

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