13/02/2017

17:54

Por: Alberto Silva

Medo e preocupação: Segundo pesquisadores, cidades litorâneas vão sumir por conta do aumento do nível do mar

Desde de o mês de dezembro do ano passado, a rachadura do quarto maior iceberg da Antártida, está só crescendo. O seu crescimento por dia é equivalente ao comprimento de cincos campos de futebol e está a ponto de originar um gigantesco iceberg, de acordo com informações da Folha.

Segundo os cientistas, o fenômeno que pode levar à ruptura do iceberg não é climático, mas sim geográfico. E é muito provável que as mudanças climáticas tenham antecipado o rompimento, mas talvez não sejam a causa do fenômeno. As plataformas de gelo flutuam na água e promovem suporte para as geleiras que ficam em terra. O colapso dessas plataformas pode acelerar o destruimento das geleiras.

De acordo com os cientistas, desde a segunda metade de dezembro, a fenda na plataforma de gelo Larsen C, aumentou 28 quilômetros em comprimento. Atualmente, a rachadura tem 175 quilômetros de extensão e apenas vinte quilômetros de gelo impedem que um bloco de 5.000 quilômetros quadrados se solte da plataforma e se transforme e um dos dez maiores icebergs do globo.

A equipe dos pesquisadores afirmou que o iceberg deve se soltar nos próximos meses. Eles estão monitorando a rachadura por meio de imagens de satélite e radares. E eles comentaram também que o desprendimento do iceberg irá mudar fundamentalmente a paisagem da Antártica.

Plataformas de gelo flutuam no mar, na extremidade da geleiras, com uma espessura de centenas de metros. Por não estarem sobre a terra, pedaços podem se desprender. Os cientistas temem que a perda dessas plataformas ao redor do continente permita que, futuramente, geleiras internas se mexam mais rápido em direção ao mar, à medida que as temperaturas aumentem devido às mudanças climáticas.

De acordo com os cientistas britânicos do Projeto Midas, como o bloco de gelo flutuará, ele não deve causar aumento no nível dos oceanos, porém, futuras rupturas causadas pelo desprendimento podem levar ao descongelamento de geleiras e, como a água dessas últimas são integradas aos mares, podem levar ao aumento do nível.

Via Agência de Notícias, Folha e PressReader

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