16/03/2017

10:37

Por: Alberto Silva

Lista cai como bomba no Planalto e Temer toma atitudes imediatas! caos no Brasil …

Mantido o sigilo sobre as acusações, o Palácio do Planalto avalia pedir à Advocacia-Geral da União que solicite ao ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, relator da Lava Jato, que acelere a divulgação do conteúdo dos pedidos de investigação.

A Folha de S. Paulo divulgou nessa manhã um artigo com as informações das provid6encias do Presidente Temer perante a divulgação da lista de políticos envolvidos em um grande esquema de corrupção que deverá ser investigada.  A divulgação dos nomes de cinco ministros na lista de pedidos de investigação da Procuradoria-Geral da República causou desconforto à equipe de Michel Temer, para quem a manutenção do sigilo sobre os detalhes das denúncias contribui para aumentar o desgaste da imagem do governo.

Pelo menos cinco ministros do governo Michel Temer estariam na lista de 83 pedidos de inquérito enviados ontem pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Divulgados na tarde de ontem, os pedidos incluiriam ainda os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

A avaliação é que, sem dar publicidade às informações sobre a gravidade das acusações, todos os ministros ficam em suspeição, o que impede a elaboração de uma estratégia de defesa e a análise individualizada, com risco de afetar a pauta administrativa.

A avaliação é que, sem dar publicidade às informações sobre a gravidade das acusações, todos os ministros ficam em suspeição, o que impede a elaboração de uma estratégia de defesa e a análise individualizada, com risco de afetar a pauta administrativa.

Mantido o sigilo sobre as acusações, o Palácio do Planalto avalia pedir à Advocacia-Geral da União que solicite ao ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, relator da Lava Jato, que acelere a divulgação do conteúdo dos pedidos de investigação.

Apesar de os documentos seguirem em segredo de Justiça, Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Governo), Gilberto Kassab (Comunicações), Bruno Araújo (Cidades) e Aloysio Nunes (Relações Exteriores) foram confirmados ontem pelas principais agências de notícias do País. Outros senadores, como tucanos Aécio Neves (MG) e José Serra (SP), também estariam citados.

O presidente já esperava as presenças de Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral), Gilberto Kassab (Comunicações) e Aloysio Nunes (Relações Exteriores) na lista. A inclusão de Bruno Araújo (Cidades), contudo, causou surpresa.

Temer ordenou à equipe ministerial que não precipite qualquer reação aos pedidos de abertura de inquérito, antes que seja conhecida a dimensão de seu impacto sobre Planalto. Só assim, argumentam auxiliares presidenciais, o governo terá condições de calibrar a reação necessária.

Na tentativa de se descolar de denúncias, Temer decidiu também que não irá a público para defender auxiliares e aliados citados em delações premiadas. O presidente pediu cautela na análise dos casos, para evitar erros políticos na esteira dessa turbulência.

Baseada nos acordos de delação premiada de 77 executivos e ex-executivos das empresas Odebrecht e Braskem, a lista pede ainda o levantamento do sigilo dos processos. A abertura dos depoimentos, assim como o início de qualquer inquérito, ficará a cargo do relator da Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin. Não existe prazo para manifestação do ministro.

Para se blindar de cobranças, a tendência é que ele repita que definiu uma linha de corte para demissões e que só afastará definitivamente quem se tornar réu pelo STF.

Editoria de Arte/Folhapress

Lista de Janot

Nos últimos dias, articuladores do Planalto pediram aos líderes da base aliada no Congresso que façam avançar os projetos de interesse do governo, em tentativa de superar a agenda imposta pelos inquéritos e uma possível sensação de paralisia do Legislativo.

Segundo agências, a PGR incluiu os nomes dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, bem como dos ex-ministros petistas Guido Mantega e Antonio Palocci. Como eles não possuem foro no STF, casos devem figurar entre os 211 que serão apenas remetidos a instâncias inferiores.

Preocupa sobretudo a reforma da Previdência. Nos bastidores, correligionários do presidente temem que o impacto da lista de investigados atrase a tramitação do projeto, postergando a votação de abril para junho, e estimule traições na base aliada, já identificadas no PTB, no PSB e no PSD.

Outro receio: a possibilidade de desgaste no poder de negociação do ministro da Casa Civil, estimulando a inclusão de emendas que alterem o texto original da proposta.

O Planalto defendia que o sigilo das delações fosse quebrado assim que a PGR enviasse ao Supremo pedidos contra autoridades, para evitar que detalhes fossem revelados às vésperas de votações importantes da reforma da Previdência ou das manifestações em apoio à Lava Jato.

No dia 26, por exemplo, movimentos de rua como Vem Pra Rua e MBL (Movimento Brasil Livre) marcaram protesto em defesa da operação. A última lista apresentada pelo procurador-geral, em março de 2015, fortaleceu o coro popular pela saída de Dilma Rousseff, que sofreu impeachment no ano seguinte.

Após manifestação de Fachin sobre quais casos deverão virar investigações, a PGR analisará quais envolvidos serão denunciados ou não formalmente. No caso de denúncia, o STF ainda tem que avaliar se transformará o político em réu em um processo na Corte.

Fachin terá de decidir, ainda, se autorizar o fim do sigilo conforme pedido por Janot, o formato em que o material será divulgado.

Compartilhe:

Comentários

* O Pensa Brasil não se responsabiliza pelo conteúdo dos comentários e se reserva o direito de eliminar, sem aviso prévio ao usuário, aqueles em desacordo com as normas do site ou com as leis brasileiras.

Mais Lidas

102