16/02/2017

20:38

Por: Amaral

Juiz quer que governador do Espírito Santo renuncie: “Incompetente”, veja…

José Rodrigues Pinheiro, juiz titular em uma vara da cidade de Itaguaçu, fez uma crítica ao governador Paulo Hartung, do Espírito Santo. Ele pediu para que Hartung renunciasse ao cargo.

José Rodrigues Pinheiro, juiz titular em uma vara da cidade de Itaguaçu, fez uma crítica ao governador Paulo Hartung, do Espírito Santo. Ele pediu para que Hartung renunciasse ao cargo.

O magistrado alega que o governador foi irresponsável e pode ser que venha a responder por ato de improbidade administrativa, já que segundo o juiz, teria usado seu cargo para tirar proveito.

Confira as informações do site Juntos pelo Brasil:

As manifestações começaram no dia 3 de fevereiro, quando parentes de policiais, principalmente mulheres, reuniram-se em frente à 6ª Companhia, no município de Serra, na Grande Vitória, e bloquearam a saída de viaturas. Os PMs reivindicam reajuste salarial e o pagamento de auxílio-alimentação, periculosidade, insalubridade e adicional noturno.

A declaração foi feita no perfil do juiz no Facebook. Pinheiro alega que o governador ofendeu moralmente os envolvidos na greve ao compará-los a sequestradores. Os PMs não assumem uma greve, afirmam que são suas famílias que está impedindo-os de trabalhar, numa manifestação por aumento salarial – a categoria pleiteia um aumento de 43%.

“O que está acontecendo no Espírito Santo é uma chantagem. É a mesma coisa que sequestrar a liberdade do cidadão capixaba e pagar resgate”, disse o governador, em seu primeiro pronunciamento, no dia 8 de fevereiro, após o início da crise de segurança. A fala faz referência ao pedido de aumento salarial feito pelos policiais capixabas, de cerca de 43%. Hartung defende que o “resgate” não pode ser feito. Ele calcula que o reajuste acarretaria em um gasto de mais R$ 500 milhões.

“A atuação do chefe do Poder Executivo no episódio do movimento dos policiais militares não poderia ser mais desastrosa. Demonstrou seu espírito arrogante: ele tem a verdade absoluta e ninguém o contesta. Ele não é mandatário, ele é mandante. O povo não elege mandantes, mas mandatários”, escreveu o juiz.  Pinheiro continua acusando Hartung de ter crescido na política defendendo greves “de toda ordem”, e que agora compara grevistas “a criminosos na pior espécie”.

As manifestações começaram no dia 3 de fevereiro, quando parentes de policiais, principalmente mulheres, reuniram-se em frente à 6ª Companhia, no município de Serra, na Grande Vitória, e bloquearam a saída de viaturas. Os PMs reivindicam reajuste salarial e o pagamento de auxílio-alimentação, periculosidade, insalubridade e adicional noturno.

O juiz criticou também a entrega do comando da Segurança Pública estadual ao Exército. Desde segunda-feira (6/2), o patrulhamento no estado tem sido feito pelas Forças Armadas e pela Força Nacional. O Ministério da Defesa anunciou na quinta-feira (9/2) o reforço na segurança em todo o estado.

Pinheiro afirma que o ato do governador foi uma declaração de incompetência. “É declarar: ‘somos incompetentes, não sabemos o que fazer, não sabemos dialogar, queremos a força bruta para resolver o problema’”.  E disse que seria melhor “entregar toda a administração do estado, renunciando ao cargo. Seria mais honroso”.

De acordo com o juiz, a postura de Paulo Hartung teve o objetivo de satisfazer intenção pessoal, o que configura improbidade administrativa, conforme o artigo 11, inciso III, da Lei 8.428/1992. A punição pode chegar à perda do cargo. Segundo Pinheiro, o governador expressou ódio contra os PMs e seus familiares. “Coitado do povo deste nosso estado. Estamos desarmados e presos dentro de casa e os políticos muito bem protegidos por suas seguranças, inclusive os do Executivo.”

A Polícia Militar indiciou 703 PMs por revolta. André Garcia, o secretário estadual de Segurança Pública, disse que eles foram acusados por estarem armados e abrigados nos batalhões. Se condenados, a pena prevista é de 8 a 20 anos de prisão domiciliar, além da exoneração do cargo.

Além de tudo, eles também não receberão salário.

(Via Agência de Notícias e Juntos pelo Brasil)

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