08/11/2015

18:03

Por: Alberto Silva

Greve de caminhoneiro é oficial e Planalto diz que ‘DILMA’ está sem dormir, não sabe o que fazer.

Notas oficiais afirmam que o movimento está a serviço de políticos e organizações

Uma série de entidades vem divulgando notas oficiais criticando a greve dos caminhoneiros marcada para o próximo dia 9. De forma geral, elas alegam que o movimento está a serviço de políticos e organizações alheias à categoria. E defendem as negociações que estão sendo feitas em Brasília pelo Fórum Permanente do Transporte Rodoviário de Carga.

Uma das entidades é a Associação dos Transportadores de Cargas do Mato Grosso (ATC). Para o diretor executivo, Miguel Mendes, o movimento está sendo organizado por pessoas que não têm “legitimidade alguma” para representar a categoria. De acordo com ele, há suspeita de que a liderança do Comando Nacional do Transporte, que organiza a paralisação, estaria a serviço de “políticos e organizações” que querem se “aproveitar de um setor importante da economia”.

Além de apresentar uma pauta de reivindicações com benefícios para os caminhoneiros, o Comando Nacional do Transporte se aliou a organizações como Vem para Rua, Revoltados Online, e Movimento Brasil Livre e está pedindo a renúncia da presidente Dilma Rousseff. “Quero deixar claro que não somos contra as manifestações legítimas. Mas também entendemos que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), se vier a acontecer, deverá seguir os trâmites legais e previstos em nossa legislação”, diz o diretor da ATC.

Ele ressalta que a entidade ocupa uma cadeira no Fórum Permanente do Transporte Rodoviário de Cargas, que, uma vez por mês, se reúne com representantes do governo em Brasília em busca de soluções para o setor. “Temos cobrado do governo federal todas as promessas ainda não cumpridas da última paralisação dos caminhoneiros realizadas no início do ano, como o refinanciamento das dívidas dos autônomos junto aos bancos privados e a isenção de pedágio sobre os eixos suspensos de caminhões que trafegam vazios em rodovias estaduais”, afirma Mendes.

Para ele, os organizadores da greve do dia 9 se autointitulam líderes dos caminhoneiros, mas, na verdade, só querem se autopromover, “fomentando a desordem e o caos social”.

SINDICAM-PA
Na nota oficial do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens no Estado do Pará (Sindicam-PA), o presidente, Eurico Tadeu Ribeiro dos Santos, considera a greve uma “iniciativa negativa”, tomada por pessoas que não fazem parte da categoria e “estão somente aproveitando o momento de dificuldades em que o país se encontra, para promoverem agitação e proveito pessoal”.

Ele também lembra dos assuntos que vêm sendo discutidos pelo Fórum Permanente em Brasília, como a isenção do pedágio por eixo suspenso, o aumento do valor da estadia, o refinanciamento de caminhões comprados com recursos do BNDES e a elaboração de uma tabela de fretes. “O Sindicam-PA informa que não apoiará e nem participará de nenhum tipo de movimento liderado por pessoas que se apresentem e falem em nome desta entidade sindical”, declara.

FETRABENS
A Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral do Estado de São Paulo (Fetrabens) também divulgou nota criticando a greve. O presidente Norival de Almeida Silva diz que a entidade e os sindicatos filiados “participam ativamente de vários grupos de trabalho junto com os governos, nos quais são tratados vários assuntos de interesse da categoria dos transportadores autônomos de cargas”.

Diz também que os problemas que afetam a categoria são muitos e que, para resolvê-los, é preciso coesão e sabedoria. E que “não raro” pessoas se colocam na posição de “lideres” utilizando nome “desta ou daquela categoria para sua autopromoção” ou por “qualquer outro interesse escuso, promovendo a baderna e o caos social”.

“Tornamos público que a Fetrabens e seus sindicatos filiados no Estado de São Paulo não participarão” e não “darão apoio a nenhum tipo de movimento, paredista ou social, que venha falar em nome da categoria dos transportadores autônomos de cargas”.

GOIÂNIA E TOCANTINS
Outra nota é assinada pelas seguintes entidades de autônomos: Sinditac Goiânia e Região, Sinditac Catalão, Sindicanto Tocantins, Sindicam DF e Sindicam Rio Verde. “Pessoas têm se intitulado líderes dos caminhoneiros no Brasil não para lutar pela categoria e sim para tumultuar ainda mais a crise que se instalou no País”. “Devemos respeitar opiniões, mas não podemos ser massa de manobras de politiqueiros do quanto pior, melhor.”

FETAC MINAS
A nota da Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Estado de Minas Gerais (Fetac Minas) fala de “políticos e organizações” que estão fazendo “falsas promessas e falácias de apoio aos caminhoneiros”. E ressalta que a Fetac “vem buscando evitar a incitação da greve com vistas a proteger o próprio transportador que seria parte mais prejudicada com a paralisação neste momento”.

Além dessas entidades, dois outros transportadores que integram o Fórum Permanente vêm se posicionando contra a greve: o empresário Gilson Baitaca, de Lucas do Rio Verde (MT) e o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Francisco Beltrão (Sindicat/Sudoeste do Paraná), Janir Bottega.

A Carga Pesada questionou a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) sobre sua posição em relação à greve. Mas a assessoria disse que, por enquanto, a entidade não irá se pronunciar.

Fonte: Revista Carga Pesada, Planalto e agências.

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