12/10/2015

14:46

Por: Alberto Silva

Governador de Minas (PT) e do Rio Grande do Sul (PMDB) declaram que estado não tem mais dinheiro, acabou investimentos.

Governadores de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul já reconhecem que não vão conseguir fechar as contas no próximo ano

Por causa da recessão econômica e da queda na arrecadação, governos estaduais seguiram o exemplo do Planalto e encaminharam às Assembleias orçamentos com déficit para 2016. É o caso dos Estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Sergipe, segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo publicada nesta segunda-feira.

Para o próximo ano, o governo do petista Fernando Pimentel espera um rombo de 8,9 bilhões de reais nas contas estaduais. O montante é resultado da diferença entre as receitas previstas (83,1 bilhões de reais) e as despesas estimadas (92 bilhões de reais) para o período. O governo responsabiliza a gestão anterior pelo desequilíbrio.

No Rio Grande do Sul, o governador José Ivo Sartori (PMDB) projeta um déficit de 4,6 bilhões de reais, valor que ele colocou no texto orçamentário como “Receita Extraordinária para Cobertura do Déficit”, sendo que ainda não se sabe de onde esse dinheiro virá. Em Sergipe, o governo de Jackson Barreto (PMDB) conta com a liberação de 374 milhões de reais em empréstimos para fechar as contas.

No Rio de Janeiro, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) encontrou uma solução para enviar à Assembleia Legislativa uma proposta com as receitas e os gastos equiparados. Acrescentou na peça um item chamado de “receitas extras não recorrentes” no valor de 14 bilhões de reais.

O número de Estados que devem reconhecer um orçamento deficitário para 2016 pode ainda aumentar, já que parte deles ainda não fechou a proposta orçamentária para o próximo ano. Como resposta para justificar o déficit, os governos estaduais utilizam o mesmo argumetno do governo Dilma Rousseff: melhor fazer uma previsão realista do que anunciar uma proposta impossível de ser alcançada.

“[Isso] mostra uma situação delicada. Temos ainda o aumento da folha [de pagamento]. É a nossa realidade”, comentou o secretário do Planejamento de Minas, Helvécio Magalhães.

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