20/02/2017

21:37

Por: Dias Zatti e Manuel Freitas Dias Zatti e Manuel Freitas

A esquerda e direita do Brasil se unem no crime e na manipulação, entenda…

O parlamento israelense votou sobre a legalização do confisco de propriedades privadas palestinas por parte do Estado de Israel. Essa medida acabou acarretando a regularização de 53 assentamentos judeus que teriam sido construídos em terras privadas na Cisjordânia sem autorização do governo, o que era irregular perante a constituição de Israel.

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O parlamento israelense votou sobre a legalização do confisco de propriedades privadas palestinas por parte do Estado de Israel. Essa medida acabou acarretando a regularização de 53 assentamentos judeus que teriam sido construídos em terras privadas na Cisjordânia sem autorização do governo, o que era irregular perante a constituição de Israel. aqui

Segundo o site Opera Mundi, a medida poderia ser vista como mais um passo para o isolamento de Israel na comunidade internacional. Praticamente toda a comunidade internacional condena a colonização israelense dos Territórios Palestinos Ocupados (TPO) desde 1967 — ilegal pela lei internacional, com base na Resolução 242 do Conselho de Segurança e na IV Convenção de Genebra. Israel, entretanto, tem historicamente empreendido um bem-sucedido processo de propaganda institucional e limpeza da sua imagem entre importantes setores de diferentes países e instituições internacionais, forjando um apoio às suas políticas apesar das críticas que pipocam de todos os lados. O humorista brasileiro Gregório Duvivier é um importante exemplo do sucesso deste lobby internacional.

No começo do mês de janeiro, o humorista foi à Israel à convite da Universidade Hebraica de Jerusalém, uma faculdade que tem pilares que violam os palestinos. A universidade fica próxima ao bairro de Silwan, que é principal local de judaização na cidade, onde assentamentos judeus são construídos ao redor de moradias palestinas: são aproximadamente 2800 colonos ilegais morando entre cerca de 100 mil palestinos, de acordo com a ONG israelense Btselem.

No começo do mês de janeiro, o humorista foi à Israel à convite da Universidade Hebraica de Jerusalém, uma faculdade que tem pilares que violam os palestinos. A universidade fica próxima ao bairro de Silwan, que é principal local de judaização na cidade, onde assentamentos judeus são construídos ao redor de moradias palestinas: são aproximadamente 2800 colonos ilegais morando entre cerca de 100 mil palestinos, de acordo com a ONG israelense Btselem.

Ainda de acordo com o Opera Mundi, o convite a Duvivier foi para o seminário “Brasil, Israel e Palestina: política, religião e a busca pela paz”, organizado pelo professor James Green, brasilianista da Brown University, e Michel Gherman, docente da Hebraica e coordenador do Centro de Estudos Judaicos da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A viagem do humorista se insere em uma agenda específica, que a acadêmica Berenice Bento chamou em um recente artigo de “redwashing”: um tipo de discurso de “esquerda” que serve para limpar a imagem de Israel, posicionando o país como a única democracia liberal do Oriente Médio, respeitadora dos direitos humanos, como a igualdade para mulheres e homossexuais. Tal como Bento descreve, aqueles que praticam o “redwashing” terminam não apenas sendo cúmplices da expulsão e segregação dos palestinos, como são parte estruturante do projeto sionista, que busca estabelecer uma ampla maioria judaica sobre a terra.

Gregório não é o primeiro a ser usado como propaganda do campo progressista israelense no Brasil. No ano anterior, em janeiro de 2016, o deputado Jean Wyllis (Psol), que é um grande nome da defesa dos direitos LGBT, da descriminalização da maconha e de outras pautas ligadas ao campo progressista, acabou criando polêmica nas redes e entre a esquerda brasileira, por estar fazendo o mesmo trajeto.

Seguindo com a matéria do site, as viagens de Duvivier e Wyllis são parte de um esforço coordenado de propaganda de militantes sionistas ligados ao campo da esquerda no Brasil e em Israel, como o professor Michel Gherman e o militante do Psol Guilherme Cohen, e que conta com o apoio do establishment sionista no Brasil, como a Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj), movimentos sionistas juvenis, partidos políticos e instituições univesitárias. Já embarcaram neste avião o secretário-executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e ex-presidente da Comissão da Anistia do Brasil, Paulo Abrão (que defendeu Wyllis publicamente durante o entrevero público de sua viagem) e o professor de Relações Internacionais da UFRJ e comentarista da Globo News, Fernando Brancoli.

No país, os esforços para manter a propaganda da direita sionista tem buscado apoio entre a bancada evangélica, como o pastor Marcelo Crivella (PRB-RJ), prefeito do Rio de Janeiro, e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ). As igrejas ao redor do mundo veem os judeus como legítimos habitantes da Terra de Israel (segundo a bíblia) e são muito importantes no apoio das políticas modernas israelenses.

(Via Agência de Notícias e Opera Mundi)

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