22/08/2015

00:51

Por: Alberto Silva

Enfim, STF pede investigação imediata da campanha de DILMA, que poderá levar a cassação da chapa

Sob o argumento de que há "vários indicativos" de que a campanha à reeleição de Dilma Rousseff e o PT foram financiados por propina desviada da Petrobras no esquema da Lava Jato, o ministro Gilmar Mendes determinou nesta sexta (21) que a Procuradoria-Geral da República apure eventuais crimes.

Antes tarde do que nunca. STF determinou a PGR apuração de propina na campanha de Dilma Roussef.
O ministro, que é integrante do Supremo Tribunal Federal e vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), cruzou dados das investigações do petrolão com as doações legalmente registradas na Justiça Eleitoral.

“Há vários indicativos (…) de que o PT foi indiretamente financiado pela Petrobras [o que é proibido pela lei]. (…) Somado a isso, a conta de campanha da candidata também contabilizou expressiva entrada de valores depositados pelas empresas investigadas”, afirma Mendes.

Entre os elementos da Lava Jato usados pelo ministro está trecho da delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa em que ele afirma ter doado R$ 7,5 milhões do esquema para a campanha de Dilma em 2014.

Segundo técnicos do TSE, empresas sob suspeita de participar do esquema doaram R$ 172 milhões ao PT entre 2010 e 2014. Mendes aponta que parte desses valores foram transferidos para a campanha de Dilma.

Por fim, Mendes também pede investigação sobre despesas suspeitas da campanha de Dilma, entre elas os gastos declarados para a empresa Focal, que conforme a Folha de S.Paulo revelou, foi a segunda empresa que mais recebeu dinheiro da campanha, apesar de estar, oficialmente, no nome de um motorista.

“Assim, tenho por imprescindível dar conhecimento às autoridades competentes sobre os indicativos da prática de ilícitos eleitorais e de crimes de ação penal pública”, afirma Mendes, que determina apuração pela Procuradoria-Geral da República, Polícia Federal e Corregedoria-Geral Eleitoral.
As contas da campanha à reeleição de Dilma foram aprovadas no ano passado, mas Mendes determinou na ocasião que as autoridades continuassem investigando suspeitas de ilícito.

Em nota, Edinho Silva, ministro da Secom e ex coordenador financeiro da campanha 2014, disse que “todas as contribuições e despesas da campanha de 2014 foram apresentadas ao TSE, após rigorosa sindicância, aprovou as contas por unanimidade”.

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