23/12/2016

09:26

Por: Dias Zatti e Manuel Freitas Dias Zatti e Manuel Freitas

Em troca de benefício, Odebrecht pagou 50 milhões para campanha de Dilma, entenda…

Uma ação da Odebrecht e da Brasken garantiu benefício tributário a petroquímica.

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Após várias reuniões da empresa Odebrecht com o economista Guido Mantega, foi pedido que a empresa colaborasse com a campanha da ex-presidente Dilma Rousseff e ainda, não satisfeito só em pedir, escreveu em um pedaço de papel o valor estimulado de 50 milhões. aqui

Veja o que o site Estadão escreveu sobre isso:

Documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) indicam o repasse de R$ 50 milhões da Odebrecht, pago pelo departamento de propina da empresa, à campanha da ex-presidente Dilma Rousseff em troca de um benefício à Braskem. Os americanos descrevem uma ação da Odebrecht e da Braskem junto a autoridades do governo, de 2006 a 2009, para garantir um benefício tributário à petroquímica. Para avançarem nas negociações, as empresas receberam um pedido de um ministro do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o Estado apurou, o ministro que solicitou os R$ 50 milhões foi Guido Mantega, então titular da Fazenda.

Documentos do Departamento de Justiça dos Estado Unidos apontaram que as empresas Odebrecht e Braskem agiram lado a lado á autoridade do Governo nos anos de 2006 e 2009 garantindo um benefício tributário a petroquímica com intenção de avançarem nas suas negociações

O DoJ não menciona os nomes das autoridades e executivos envolvidos nas tratativas, mas descreve o acerto da propina feito com autoridades do alto escalão. Primeiro foi feito um apelo a uma autoridade brasileira do governo Lula, identificada como o ex-ministro Antônio Palocci. Mesmo depois de deixar o governo, Palocci atuava como consultor da Braskem, segundo os investigadores. Esse apelo era para que Lula fizesse uma intervenção junto a Mantega, para que o ministro da Fazenda tratasse sobre o assunto. Os documentos americanos relatam também um encontro de um executivo da Odebrecht diretamente com Lula.

Após uma série de reuniões da Odebrecht com Mantega, ele pediu contribuições para a campanha eleitoral de Dilma e escreveu “R$ 50 milhões” em um pedaço de papel. Como resultado das tratativas, em 2009, o governo chegou a uma solução. De acordo com os americanos, foi lançado um programa de créditos tributários da qual a Braskem se beneficiou.

A mesma matéria também foi encontrada no site Exame.com:

Depois da obtenção da medida que beneficiou a Braskem, o departamento da propina foi usado para fazer o pagamento. Os americanos identificaram um pagamento de R$ 14 milhões a Palocci, pelos “esforços envolvidos”.

Segundo o órgão, “apesar de o pagamento ter sido solicitado como uma contribuição de campanha, o executivo da Braskem sabia que o dinheiro não seria usado durante a campanha eleitoral”.

“No lugar disso, o executivo entendeu que eles iriam distribuir o dinheiro, depois da próxima eleição, para benefício pessoal de vários políticos.”

A Polícia Federal já tinha apontado, na 35.ª fase da Lava Jato, mensagens e e-mails de executivos sobre a atuação de Palocci. Segundo a PF, Marcelo Odebrecht conseguiu benefícios fiscais para a Braskem por meio de Palocci e Mantega. Em uma planilha de repasses ilícitos, foi encontrada a citação de R$ 50 milhões para “Pós Itália”, que os investigadores brasileiros relacionam a Mantega.

Outro lado

A assessoria de Dilma Rousseff não foi localizada. José Roberto Batochio, que defende Guido Mantega e de Antonio Palocci, disse que eles “negam peremptoriamente todos os fatos”.

“Desconhecem ambos qualquer eficácia ou validade de atos de autoridades de Estado estrangeiro em face da soberania brasileira.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Via Agência de Notícias, Estadão e Exame.com)

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