16/02/2017

13:55

Por: Alberto Silva

Dólar opera em queda e pode chegar ao menor nível em dois anos

Ontem (15), o dólar estava em queda em relação ao real, chegou na casa de R$ 3,05. Com investidores de olho no cenário político do Brasil e com expectativas de ingresso de recursos externos no país. O dia também é marcado, mais uma vez, pela interferência do Banco Central no mercado de câmbio.

A avaliação de que o governo brasileiro vai aprovar as reformas necessárias para colocar as contas públicas de volta nos eixos, além da melhora do cenário da economia global, levou o dólar e o risco-país para o menor patamar desde meados de 2015. Às 16h39, a moeda americana recuava 0,91%, a R$ 3,0678 na venda, depois de ter fechado na véspera a R$ 3,096, menor nível desde 2 de julho de 2015.

O fenômeno da queda do dólar não é apenas brasileiro (outros emergentes, como a Rússia e a África do Sul, também tiveram valorização de suas moedas), mas as mudanças na condução e na articulação política, com a posse de Michel Temer, também contribuíram para que o país fosse visto como menos arriscado pelos investidores.

A posse de Temer como presidente e a aprovação de medidas de ajuste fiscal, como o teto de gastos públicos, deram a investidores a percepção de que o novo governo conta com apoio para aprovar outros projetos mais sensíveis à população (reformas da Previdência e trabalhista, por exemplo), mas capazes de reequilibrar as contas do governo.

“O mercado de tempos em tempos muda o foco. No momento ele não está perguntando se as reformas vão ser suficientes para evitar que a dívida suba”, afirma Celso Toledo, diretor de macroeconomia da LCA Consultores.

 

Via Agência de Notícia e Folha de São Paulo

 

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