08/08/2016

20:57

Por: Alberto Silva

Dilma convoca militantes e promete invadir Senado Nacional se perder Impeachment, nova ameaça de guerra civil

Marcado para esta terça-feira, sessão deve ter vários questionamentos feitos pela oposição ao presidente interino

A sessão da votação prévia do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, que acontecerá nesta terça (9), terá seu início marcado por vários questionamentos feitos pela oposição ao presidente interino, Michel Temer. Um deles será a tentativa de adiar a sessão.

Para o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-PE), é um contrassenso que a petista vá a julgamento no momento em que o seu substituto é acusado de ter pedido “apoio financeiro” para o PMDB a Odebrecht, que teria repassado R$ 10 milhões em dinheiro vivo a integrantes do partido em 2014. A informação foi publicada pela revista “Veja” na edição deste sábado (6).

“Nós temos uma presidente julgada que poderá perder o seu mandato por ter editado três decretos de suplementação orçamentária e ter praticado o que eles chamam de pedaladas fiscais, enquanto o interino é acusado de propinas e caixa dois em valores tão elevados”, disse.

Se a maioria simples dos parlamentares -41 de 81 senadores- votar pela continuação do processo, Dilma se tornará ré de fato e Lewandowski marcará a data para o julgamento final, que deve acontecer por volta do dia 25 de agosto.

Dilma chegou a comentar com um de seus assessores que estará convocando sua militância para invadir o Senado Nacional caso venha perder na votação do Impeachment “Uma nova guerra civil vai começar” comentou o assessor

De acordo com Costa, os partidos de oposição apresentarão, pelo menos, 11 questões de ordem no início da sessão, o que pode tomar cerca de três horas do processo de votação, estimado para durar mais de 20 horas. Dentre os questionamentos, os senadores devem pedir algumas mudanças no rito da votação e a suspensão de alguns trâmites.

A sessão de votação da pronúncia do réu está marcada para começar às 9h desta terça. Durante o dia, falarão os senadores, o relator do processo, Antonio Anastasia (PSDB-MG), os advogados da defesa e da acusação. A sessão será aberta pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que passará o comando da votação para o presidente do STF, Ricardo Lewandowski. Pela legislação sobre o impeachment, ele é o responsável por comandar o processo.

Se a maioria simples dos parlamentares -41 de 81 senadores- votar pela continuação do processo, Dilma se tornará ré de fato e Lewandowski marcará a data para o julgamento final, que deve acontecer por volta do dia 25 de agosto.

Costa reconhece uma derrota da petista nesta fase, já que a oposição não conseguirá atingir a marca mínima de apoio necessário. Mas, de acordo com ele, ainda há possibilidade de que eles consigam os 28 votos para o julgamento final. Nesta fase, é preciso que haja o apoio de dois terços dos senadores para a cassação definitiva da presidente, ou seja, 54 votos dos 81 senadores.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ), líder da oposição no Senado, afirmou também que o PT irá ao STF (Supremo Tribunal Federal) ainda nesta tarde para pedir a suspensão do processo. “Se a presidente Dilma for afastada definitivamente, Temer vai ganhar imunidade constitucional e não poderá ser investigado por esses R$ 10 milhões. O voto do senador agora não é um voto que só afasta a presidente Dilma. É um voto que blinda ou não Michel Temer”, disse.

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