16/07/2016

08:52

Por: Alberto Silva

Depois de França e EUA, Turquia declara lei marcial, seria a III Guerra Mundial no início?

Presidente turco desembarcou em Istambul e prometeu punir a “traição” dos golpistas; governo afirma que situação está sob controle

Ataques terroristas na França, morte em NICE dos EUA, as ameaças constantes da Coreia do Norte, Turquia declara Lei Marcial, uma das lei mais radicais do mundo, onde você é preso e condenado no mesmo momento. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, chegou de avião ao aeroporto internacional Atatürk, em Istambul, pouco depois de seu porta-voz anunciar o fim da tentativa de golpe de Estado.

As redes de televisão do país mostraram o avião do chefe de Estado aterrissando na pista do aeroporto, o maior da Turquia e o terceiro maior da Europa. Erdogan estava de férias na cidade litorânea de Marmaris. Em seguida, emissoras locais mostraram imagens do presidente turco cercado por uma multidão que o apoia.

Em entrevista coletiva após aterrissar, Erdogan afirmou que o resort onde estava foi bombardeado pouco depois de sua saída. O presidente exaltou os “milhões de turcos” que foram às ruas contra o levante militar e assegurou que os golpistas pagarão caro por sua “traição”. “Este levante é um grande presente de Deus para nós. Porque o Exército será limpo”, prometeu.

Com tanques de guerra e aviões militares, um grupo das Forças Armadas tentou tomar o poder na Turquia na noite desta sexta. Milhares de turcos foram as ruas das principais cidades do país contra o golpe e há relatos de seis civis e 17 policiais mortos em confrontos.

Com tanques de guerra e aviões militares, um grupo das Forças Armadas tentou tomar o poder na Turquia na noite desta sexta. Milhares de turcos foram as ruas das principais cidades do país contra o golpe e há relatos de seis civis e 17 policiais mortos em confrontos.

Prisões – Pouco antes do desembarque de Erdogan, o porta-voz da presidência, Ibrahim Kalin, afirmou que a cadeia de comando voltou à ordem. O primeiro-ministro Binali Yildirim anunciou que vários golpistas haviam sido detidos pelo governo: “Estamos reassumindo rapidamente o controle de toda a situação”. O premiê ordenou que a Força Aérea ataque os aviões e helicópteros dos rebeldes. De acordo com a agência EFE, cerca de 130 militares já foram presos por envolvimento no levante.

O aeroporto internacional ficou fechado em consequência da tentativa de golpe que começou na noite de sexta, mas os militares que o tinham ocupado se retiraram, e milhares de manifestantes contrários aos golpistas entraram no terminal.

Soldados que haviam invadido a sede da emissora pública TRT também a deixaram. No entanto, um grupo de soldados golpistas ocupou o edifício da rede de TV CNNTürk às 3h40 de sábado (hora local; 21h30 de sexta-feira em Brasília) e cortou a transmissão.

Mortes – Pelo menos seis civis morreram e outros cem ficaram feridos em Istambul nos distúrbios causados pela tentativa de golpe, informou a CNNTürk. A imprensa local reportou que militares rebeldes abriram fogo contra a multidão que protestava contra o golpe e tentava atravessar uma das pontes que ligam a parte asiática da cidade com a europeia, e que tinha sido tomada pelos militares.

Além disso, pelo menos 12 pessoas ficaram feridas, duas delas de forma grave, no bombardeio de rebeldes contra o parlamento turco, em Ancara.

Também na capital, 17 policiais morreram em uma explosão na sede das forças especiais da corporação, segundo a agência EFE. Tanto em Ancara como em Istambul houve fortes explosões e tiroteios durante a noite de caos na Turquia.

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