11/04/2015

08:18

Por: Alberto Silva

Dengue em São Paulo já é considerado epidemia, já foram registrados 258 mil casos

Dados do Ministério da Saúde revelam que o Estado de São Paulo já tem mais casos do que o suficiente para ser enquadrado em situação de epidemia de dengue; apenas de janeiro a março deste ano foram registrados 258 mil casos; a Organização Mundial de Saúde adota essa classificação para lugares com mais de 300 casos da doença por 100 mil habitantes; último balanço, feito no começo de março, revela que São Paulo tinha 281 registros a cada 100 mil habitantes; a proporção atual já é de 585 e o estado concentra metade dos casos do país

Dados do Ministério da Saúde revelam que o Estado de São Paulo já tem mais casos do que o suficiente para ser enquadrado em situação de epidemia de dengue. Apenas de janeiro a março deste ano foram registrados 258 mil casos, número sete vezes maior do que o do mesmo período de 2014, quando houve 35 mil pessoas infectadas. Além de SP, já enfrentam epidemia os estados Mato Grosso do Sul, Goiás e Acre.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) adota essa classificação para lugares com mais de 300 casos da doença por 100 mil habitantes. Último balanço, feito no começo de março, revela que São Paulo tinha 281 registros a cada 100 mil habitantes. A proporção atual já é de 585 e o estado concentra metade dos casos do país.

Em todo o país já são 460 mil casos neste ano, alta de 240% em relação ao mesmo período do ano passado. 132 pessoas já morreram por causa da dengue neste ano. Do total, 99 em São Paulo.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, diz que os dados do país são “preocupantes”, mas menores do que em 2013. Ele não descarta, porém, uma nova epidemia nacional em decorrência da doença. “Não posso afirmar que não teremos. Seria precipitado”. Chioro aponta as mudanças climáticas, como a antecipação do período de chuvas em várias regiões, entre os motivos que levaram ao aumento da doença.

Para o ministro, outro fator que contribui para a epidemia é a circulação do vírus em cidades que tinham registrado baixo número de casos em anos anteriores, fazendo com que os mosquitos transmissores da doença encontrassem uma população mais suscetível

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