28/08/2015

15:52

Por: Alberto Silva

CUNHA bate o martelo e balança Brasilia “VAMOS PREPARAR O IMPEACHMENT DE DILMA ROUSSEFF”

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), garantiu apoio de partidos da oposição e até da base do governo: ele orquestrará o impeachment da presidente Dilma e, em troca, os líderes não vão pedir seu afastamento e cassação. Cunha confidenciou a aliados que o processo é político, independente de “fato jurídico concreto”: mas a compra da refinaria de Pasadena, “é suficiente para cassá-la”, diz ele

 “fato jurídico concreto”: mas a compra da refinaria de Pasadena, “é suficiente para cassá-la, não precisa nem de esperar decisão do TSE, vou colocar a pauta em discussão imediatamente”, diz ele
No ato em comemoração ao dia do Exército em Brasil, Cunha deu uma declaração que balançou Brasilia.
“Não estamos no campo jurídico, mas político”, diz o presidente do partido Solidariedade, Paulinho da Força (SP), fiel aliado de Cunha.
Crítico contumaz de Dilma, Cunha diz que o governo perderá ainda mais apoio popular. Por isso, acha que pode “preparar” o impeachment.
 O PT percebeu o movimento de Eduardo Cunha. O partido agora tenta reconstruir as pontes entre governo e o presidente da Câmara.
 DEM e PSDB não contam com a condenação de Dilma nos processos no Tribunal Superior Eleitoral e no Tribunal de Contas da União: dizem que a Câmara de Eduardo Cunha é a via “certa” para o impeachment.(DIÁRIO DO PODER).

Os recentes acontecimentos da política brasileira mostram que a crise política deve se aprofundar nos próximos meses, segundo relatório da consultoria de risco político Eurasia, divulgado nesta quarta-feira (29). De acordo com o texto, assinado por Christopher Garman, João Augusto de Castro Neves e Cameron Combs, “infelizmente para a equipe econômica da presidente Dilma Rousseff, não vemos nenhum sinal de redução da crise política antes do final do ano”.

“Com os ventos políticos e econômicos se tornando mais fortes nos próximos meses, é justo dizer que a distribuição de riscos agora está firme para o lado da piora”, argumenta a análise. A agência de classificação de risco Standard & Poor’s alterou na terça-feira (28) a perspectiva da nota de crédito do Brasil de estável para negativa e citou os riscos políticos para tal decisão.

Sem um claro vencedor

Apesar da expectativa de aprofundamento da crise política, a Eurasia continua a considerar um cenário em que a presidente Dilma Rousseff termina o segundo mandato e consegue entregar uma significativa correção no curso da gestão econômica do Brasil. Os analistas avaliam que não há incentivos alinhados no Congresso para um impeachment.

“Enquanto a oposição se mantém dividida, a maioria do PMDB está confortável com o equilíbrio atual, e o partido vê riscos prejudiciais reais de assumir a presidência agora”, ressaltam os analistas. Para eles, não há um claro vencedor na estratégia de retirar a presidente agora do seu cargo.

A Eurasia avalia que os partidos de centro vão continuar se distanciando publicamente da presidente, mas também sem querer criar uma crise econômica ainda maior. Ou seja, isso sugere que o governo não deverá enfrentar grandes derrotas nas votações do ajuste fiscal no Congresso.

E, apesar de a credibilidade da equipe econômica ter levado um grande golpe na semana passada com a redução das metas fiscais, a presidente tende a entender que todos os outros caminhos – como uma política fiscal mais relaxada ou a mudança do ministro da Fazenda Joaquim Levy – são mais custosos. A consultoria espera um ajuste econômico longo e doloroso que irá estabelecer as bases para o impulso de um reformista nas próximas eleições presidenciais de 2018.

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