22/09/2015

19:01

Por: Alberto Silva

Cronômetro do governo Dilma nas mãos de Cunha, ele poderá disparar o relógio amanha

O presidente da Câmara dos Deputados anunciou que decidirá até amanhã qual será o rito da Câmara dos Deputados para apreciar todos os pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff, inclusive o que foi formulado por Hélio Bicudo e abraçado pela oposição; "Tive reuniões com a consultoria.

Eles me trouxeram um esboço. Debatemos, eu critiquei e ficaram de corrigir. Minha ideia é ter tudo concluído até amanhã”, disse ele; roteiro do golpe prevê que Cunha rejeite todos os pedidos de impeachment; em seguida, um parlamentar da oposição apresentaria um recurso, levando o caso ao plenário, para que seja instalada uma comissão especial; caso 342 dos 513 deputados concordem com a abertura do processo de impeachment, Dilma será afastada do cargo; Ayres Britto, ex-presidente do STF, já disse não haver fundamento algum para seu eventual afastamento; ou seja: golpe paraguaio

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ),  anunciou que decidirá até amanhã qual será o rito da Câmara dos Deputados para apreciar todos os pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff, inclusive o que foi formulado por Hélio Bicudo e abraçado pela oposição.

“Tive reuniões com a consultoria. Eles me trouxeram um esboço. Debatemos, eu critiquei e ficaram de corrigir. Minha ideia é ter tudo concluído até amanhã”, disse ele.

Roteiro do golpe prevê que Cunha rejeite todos os pedidos de impeachment.

Em seguida, um parlamentar da oposição apresentaria um recurso, levando o caso ao plenário, para que seja instalada uma comissão especial. Neste caso, basta maioria simples.

Depois, caso 342 dos 513 deputados concordem com a abertura do processo de impeachment, Dilma será afastada temporariamente do cargo.

Na decisão a ser anunciada amanhã, Cunha deve anunciar os prazos para a votação do recurso em plenário.

O Palácio do Planalto já avisou que poderá recorrer ao Supremo Tribunal Federal. Um de seus ex-presidentes recentes, Ayres Britto, afirmou não haver fundamento para o impeachment – ou seja, seria um golpe paraguaio.

Compartilhe:

Comentários

* O Pensa Brasil não se responsabiliza pelo conteúdo dos comentários e se reserva o direito de eliminar, sem aviso prévio ao usuário, aqueles em desacordo com as normas do site ou com as leis brasileiras.

Mais Lidas

63

Clique aqui