18/03/2016

12:14

Por: Alberto Silva

Com pedido de Haddad (PT) Tropa de choque entra em confronto com manifestantes pró-impeachment

Emídio de Souza, presidente estadual do PT, diz: "Os manifestantes da direita permanecerem não avenida Paulista é um escolha do governador Geraldo Alckmin. Ele assumirá todos os riscos. Nós não recuaremos."

Policiais usam bombas de gás e caminhão com canhão de água para retirar e dispersar manifestantes pró-impeachment que estavam acampados na avenida Paulista desde a última quarta-feira (16). Após um rápido movimento dos policiais, a avenida fica desobstruída e carros voltam a ocupar a rua. Ninguém foi preso.  Um ato em defesa da presidente Dilma Rousseff está planejado para esta sexta (18), na avenida Paulista. Os organizadores estimam que cerca de 150 mil pessoas comparecerão ao evento. A avenida, no entanto, amanheceu, pela segunda manhã seguida, bloqueada por manifestantes contra o governo. Lideranças dizem que não vão deixar o local até o impeachment ou a renúncia de Dilma.

Os protestos pelo país começaram na quarta, após o juiz federal Sergio Moro liberar no inquérito da Operação Lava Jato um grampo telefônico que sugere uma ação de Dilma para evitar uma eventual prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As manifestações ficaram mais fortes nesta quinta (17) após Lula tomar posse do cargo de ministro da Casa Civil. Uma decisão da Justiça Federal de Brasília determinou, porém, a suspensão do ato de nomeação. Na decisão, o juiz Itagiba Catta Preta Neto afirma que há indícios de cometimento do crime de responsabilidade. O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, informou que o governo federal recorreu e o presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, o desembargador Cândido Ribeiro derrubou, na noite desta quinta, a primeira decisão liminar (provisória).

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