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16/03/2017

12:08

Por: Alberto Silva

CHOCANTE! Na cadeia, presos criam “LEIS”: Canibalismo, estupro coletivo e “jogo de bola” com cabeças! VEJA!

Presídios brasileiros têm 'códigos penais' criados pelos próprios presos.

Canibalismo, esquartejamento, estupro coletivo, decapitação, “jogo de bola” com cabeças, sevícia com cabo de vassoura, olhos vazados, ida para cela sem luz e com escorpião. São exemplos de punições — talvez as piores — da espécie de “código penal” que se criou entre presos do sistema penitenciário brasileiro, segundo levantamento do GLOBO em denúncias da Justiça Global, do Ministério Público e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mais do que regras de organização entre presos em cadeias superlotadas e insalubres, as “penas” aplicadas por detentos a outros também são, principalmente nos casos mais violentos, forma de demonstrar poder. À semelhança dos tribunais do crime em áreas dominadas por facções fora das cadeias, também dentro delas grupos de presos fazem seus julgamentos e dão seus vereditos.

— Há grupos com poderio nos presídios, e não só por serem de alguma facção. Em Recife, no Complexo do Curado são os “chaveiros”, presos que ficam com as chaves das celas. Em outros locais há os “celas livres”, como em Rondônia; ou os “faxinas”, os detentos que, em tese, cuidam da limpeza e têm circulação mais livre — conta Sandra Carvalho, coordenadora-geral da Justiça Global, ONG de direitos humanos. — As rixas entre presos são exponencializadas pelas condições em que o Estado os mantém: superlotação, má alimentação, insalubridade, assistência médica precária. São condições nas quais o preso com mais acesso a um ou outro serviço pode se impor. Fica evidente a incapacidade do Estado em relação ao sistema prisional.

Lá dentro tudo é dividido por facções. Existem duas maiores que dominam. O Bonde dos 40 e o Primeiro Comando Maranhense (PCM). Agora está ganhando força uma terceira, a Bonde dos 300. Tem também o Anjos da Morte, que são altamente violentos e prestam serviço para os dois lados. Eles funcionam como uma espécie de carrascos, contratados pelas facções para matar.

Se alguém usa droga na cadeia e fica devendo, paga com a vida".

As facções arrecadam dinheiro com os presos. Quando o preso entra e não tem facção, ele tem que dar o nome, endereço da família, pagar todo mês uma cota que varia de acordo com o padrão de vida. Esse preso acaba virando escravo, tem que lavar roupa, o xadrez, esconde a arma, passa a droga… Quando faz muito calor, ele tem que ficar abanando o chefe durante a noite com um papelão na hora de dormir.

Se alguém usa droga dentro da cadeia e fica devendo, paga com a vida. Eles ligam desesperados para a família trazer dinheiro, mas tem família que não tem. Na cadeia se usa muita droga, de tudo, maconha, cocaína, crack… Pedrinhas se tornou uma boca de fumo gigante. Os traficantes ganham mais dinheiro lá do que fora porque fora tem a polícia que persegue e lá dentro é tudo livre. Eles arrumam tudo pelo celular, que é uma desgraça lá dentro. A cada revista que é feita se pega uma loja inteira de telefonia celular. Eles (os presos) até filmam as atrocidades que cometem lá dentro e divulgam.

 

[Via Agência de Notícias.]

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