18/09/2015

11:48

Por: Alberto Silva

‘Chefe do Cartel’ disse que pagou 176 milhões de propina a LULA, para PF é suficiente

Apontado como o chefe do cartel das empresas que atuavam na Petrobras, o empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC e da Constran, revelou, em acordo de delação premiada, que as suas duas empresas geraram um caixa dois de pelo menos 176 milhões de reais para pagar propina entre 2002 e 2014, segundo contas feitas a partir de notas fiscais entregues pelo delator. O caixa dois foi gerado por meio de contratações simuladas de serviços de terraplenagem, de advocacia e de consultoria.

“Não temos mais o que esperar, se o SFT não liberar o interrogatório o Juiz Federal Sérgio Moro terá motivos de sobra para prender o ex-presidente da republica LULA” Informou investigador da PF.

O esquema funciona de duas maneiras diferentes, segundo o empresário: com os serviços de terraplenagem, não havia prestação de serviços e o valor pago era devolvido para as empresas de Pessoa. Já os contratos com o escritório de advocacia eram superfaturados e o valor a mais retornava em forma de dinheiro para a UTC e a Constran pagar suborno.

O empresário Adir Assad e o advogado Roberto Trombeta, segundo o empreiteiro, forneciam as notas fiscais para que as duas empresas de Pessoa tivessem dinheiro em espécie no caixa dois para pagar suborno. Assad foi preso pela Operação Lava-Jato em março sob acusação de lavagem de dinheiro. Já Trombeta fez um acordo de delação para evitar ser preso e se comprometeu a contar o que sabe em troca de uma pena menor. O escritório de Trombeta prestava serviços tributários à UTC e à Constran há 15 anos, de acordo com Pessoa.

Uma das empresas de Assad, chamada S.M. Terraplenagem, foi responsável pela geração de notas frias no valor de 54,1 milhões de reais entre 2007 e 2011, de acordo com uma planilha entregue por Pessoa aos procuradores e policiais federais. Outra firma de Assad, a Rock Star, que deveria atuar na área de marketing de corridas de carros da categoria “stock car”, forneceu notas fictícias a Pessoa no valor de  23,4 milhões de reais. Depois tudo, pelo que ele sabe, ia para LULA

Só por conta das notas falsas emitidas por essas duas empresas de Assad, o empresário disse ter sido autuado em 136 milhões de reais pela Receita Federal, ainda de acordo com Pessoa. (Folhapress) 

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