13/10/2015

11:27

Por: Alberto Silva

Cassação da presidente, Dilma vai usar discurso “Eu nunca roubei” para tentar se defender

Após a revelação de detalhes das acusações que ligam o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao esquema de corrupção na Petrobras, a principal preocupação do peemedebista passou a ser tentar ganhar tempo para definir sua própria atuação diante do agravamento do caso.

Um eventual adiamento sobre a definição do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff permite ao deputado avaliar o comportamento do governo nos próximos dias e também do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Cunha quer saber se o Planalto vai reforçar o movimento que pede sua cassação e ainda os próximos passos de Janot. A Procuradoria deve levar mais 15 dias para analisar o dossiê repassado pelo Ministério Público da Suíça sobre as transações financeiras no exterior e decidir se oferecerá nova denúncia contra o deputado ao STF ou se pedirá abertura de novo inquérito para apurar suspeitas de novos crimes.

CASSAÇÃO

Cunha deve ser alvo de constrangimentos nesta terça, quando 30 deputados de sete partidos prometem entrar com pedido de cassação de seu mandato no Conselho de Ética da Câmara.

Os documentos da Procuradoria suíça atribuem a Cunha e familiares quatro contas em um banco suíço. As investigações apontam que dinheiro de propina paga para viabilizar um negócio com a Petrobras na África em 2011 abasteceram essas contas e pagaram despesas pessoais da família.

O peemedebista deve ser cobrado publicamente por gastos que mostram, por exemplo, pagamento de faturas de dois cartões de crédito, no valor total de US$ 842 mil nos últimos quatro anos.

Também há gastos registrados de US$ 59,7 mil com uma academia de tênis na Flórida, de US$ 119,7 em uma instituição de estudos na Espanha e US$ 8,4 mil a uma escola na Inglaterra.

Em depoimento espontâneo à CPI da Petrobras, em março deste ano, o presidente da Câmara disse não possuir contas no exterior.

Apesar da pressão, Cunha se disse tranquilo. “Eu não tenho qualquer preocupação com o conselho. Entrem se quiserem e eu me defenderei”, afirmou.

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