12/05/2016

09:38

Por: Alberto Silva

Caiu governo do PT, Dilma está fora, senado federal afasta a presidente da republica

Quinta feira 12 de maio de 2016, ex-presidente Dilma Rousseff terá que descer a rampa do Palácio do Planalto, chega o fim do projeto de poder do PT.

O projeto de poder do PT acaba de ser derrubado pelo Senado Federal, Dilma está fora do poder. A presidente é afastada e o Brasil amanhece nesta quinta feira, após mais de 20 horas de discursos no Senado, com ‘Michel Temer’ presidente da Nação, da Republica Federativa do Brasil.

Após o impeachment ser votado na  câmara federal, seguindo rito determinado pela suprema corte do país, o caso foi levado ao Senado Federal, qual tem o pode de julgar a admissibilidade ou não da presidente da republica que, deixará hoje 12, o Palácio do Planalto.

Esse ato não só retira Dilma Rousseff do poder mas, acaba com projeto de poder iniciado por Luiz Inácio Lula da Silva, e que, também, a partir deste momento ,poderá ser preso por corrupção.

Dilma cai, Brasil acorda com PT fora do poder e vive momento de esperança. Senado Federal pela sua maioria retira o poder de governar da ex-presidente Dilma Rousseff

  • O Brasil respira e inicia uma nova era. Dilma é acusada de editar decretos de créditos suplementares sem aval do Congresso e de usar verba de bancos federais em programas do Tesouro, as chamadas “pedaladas fiscais”. Sua defesa entende que não há elementos para o afastamento. Mas não foi o suficiente para evitar seu afastamento.

Apesar de analisarem estes aspectos no julgamento da presidente, os senadores pouco abordaram estas questões em seus discursos. A maioria optou por falar sobre a crise política enfrentada pelo governo, os problemas econômicos por que passa o país e o desmonte da administração petista.

Apesar de tentarem desconstruir os argumentos que embasam a denúncia contra Dilma, integrantes da base governista já jogavam a toalha sobre o afastamento da petista.

“Vou estar amanhã (quinta), junto com a presidenta Dilma, na saída, certamente. É um jogo de carta marcada. O Senado está escrevendo uma das páginas mais tristes dos seus 190 anos”, disse da tribuna o senador Jorge Viana (PT-AC), vice-presidente do Senado.

O líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), até esqueceu-se de registrar presença após cinco horas de sessão, que começou por volta das 10h.

Na volta da interrupção para o almoço, após as 14h, o também petista Lindbergh Farias (RJ) contou aos colegas do plenário que nem havia escrito ainda o seu discurso a ser feito na tribuna.

Ao contrário do clima de embate da Câmara, senadores pouco prestavam atenção no que diziam os demais colegas, fosse contra ou a favor da presidente.

A maioria passou a sessão afinando o teor de suas falas, batendo papo com outros senadores sobre assuntos diversos, alguns descansando no tradicional cafezinho.

O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), chegou a pedir, por mais de uma vez, que os senadores e deputados presentes à sessão fizessem silêncio e prestassem atenção aos discursos dos colegas.

“O Senado é uma instituição de 190 anos, nós não vamos transformar o Senado em uma feira do passarinho. Por favor, isso não é uma desatenção com o orador apenas, isso é uma desatenção com a sessão que nós estamos realizando, que é histórica. O mundo inteiro está com os olhos voltados para o Senado e nós não vamos, desculpem-me, eu não quero ser deselegante, repetir o espetáculo que nós tivemos na Câmara dos Deputados”, disse.

No plenário, enquanto a sessão ocorria, discutia-se já os próximos passos do caso, como a visita, provavelmente na tarde desta quinta (12), do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, para assumir a condução jurídica do processo.

A reunião de Lewandowski no Senado deve contar com a presença do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), do senador Raimundo Lira (PMDB-PB), presidente da comissão especial do impeachment no Senado, e de líderes partidários.

A expectativa era que Dilma fosse notificada nesta manhã, entre 9h e 10h, pelo primeiro-secretário, Vicentinho Alves (PR-TO), que depois informaria o vice Michel Temer oficialmente. A partir daí, a petista é presidente afastada e Temer o presidente em exercício.

SESSÃO

Senadores pró-impeachment tentaram acelerar a sessão, por meio de requerimentos para encurtar o tempo de 15 minutos de discurso dado a cada senador. Os petistas não concordaram.

“Quem quer falar 15 minutos quer perpeturar o governo de Dilma”, disse o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que será o ministro de Planejamento de Temer.

Pressionado por alguns senadores para acelerar a sessão, Renan Calheiros ironizou: “Não podemos apressar a História”.

Com o discurso mais aplaudido pelos oposicionistas no plenário, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) criticou a condução da política econômica do governo petista.

“O desequilíbrio das finanças públicas gera instabilidade no país, que faz com que os investimentos deixem de vir e o desemprego passe a florescer”, afirmou o tucano, derrotado por Dilma na eleição presidencial de 2014.

“Essa é uma marca dos governos populistas. Sempre agem com irresponsabilidade fiscal. E, quando fracassam, usam o velho discurso da divisão entre nós e eles”, disse

Registra-se, dia 12 de maio de 2016, após as 6:00 da manhã de quinta feira, a Presidente do Brasil Dilma Rousseff é afastada do comando da nação. O PT é derrotado e seu projeto de perpetuar um rito comunista no Brasil não prevalece.

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