10/10/2015

21:52

Por: Alberto Silva

“As falcatruas de LULA” Antes de tentar sabotar o impeachment, Lula teria tentado o mesmo com a Lava Jato

O furo é da incansável revista Época. A trama envolve Márcio Thomaz Bastos, já ex-ministro da Justiça, Lula e a banda podre da Polícia Federal. Ainda internado no Sírio-Libanês, Bastos defendia a Odebrecht e a Camargo Corrêa do avanço de Sérgio Moro. Foi quando recebeu as visitas de Jaber Saadi, ex-delegado da PF, e do ex-presidente. A estratégia da defesa era encontrar nulidades no processo. Foi nessa época que Marcelo Odebrechat anotou em seu celular: “Trabalhar para parar/anular (dissidentes PF…).” Sobre isso, conta a revista:

“Um inquérito da Corregedoria da Polícia Federal, que tramita sob segredo de Justiça na 14ª Vara Federal de Curitiba, apura a suspeita de que policiais federais venderam dossiês a um grupo de advogados.”

Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, um dos mais modernos do Brasil, é o preferido dos poderosos da República. Trata-de se um ambiente perfeito para os políticos: agentes de inteligência da Polícia Federal (PF) dizem que não podem instalar escutas ambientais ali, para não interferir nos sofisticados equipamentos médicos. Em meados de novembro do ano passado, nesse cenário asséptico, personagens-chave com envolvimento na Lava Jatodiscutiram os rumos da maior operação de combate à corrupção no país. Segundo fontes com conhecimento das reuniões secretas, que toparam falar a ÉPOCA nas últimas semanas, desde que permanecessem no anonimato,  as conversas destinavam-se a encontrar uma estratégia que melasse a Lava Jato.

O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos ocupava uma das unidades de internação do Sírio naquela semana, desde o dia 13 de novembro. Bastos era o responsável pela defesa da Odebrecht e daCamargo Corrêa. Despachava do hospital, ignorando orientações médicas e pedidos da família. Apesar do estado de saúde debilitado, ele monitorava, desenhava as estratégias e repassava a sua equipe e a outros advogados envolvidos na operação as tarefas da defesa. Naquela semana, além das visitas dos advogados, Bastos se encontrou com o ex-delegado da Polícia Federal Jaber Makul Hanna Saadi, que também estava internado no Sírio-Libanês, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Àquela altura, a Lava Jato estava na sétima fase, a do Juízo Final. No dia 14 de novembro, levara para a cadeia o ex-­diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, empresários poderosos – e, também, recolhera documentos nas sedes de grandes empreiteiras do país.

O delegado aposentado Jaber chefiou por cinco anos a Superintendência da Polícia Federal no Paraná, a unidade que deflagrou a Lava Jato. Ocupou também a Superintendência da PF em São Paulo. Jaber e Bastos eram amigos de longa data. Quando deixou a polícia, o delegado passou a colaborar com o escritório de advocacia do ex-ministro. Jaber conhece como poucos a estrutura da PF. Ficou 37 anos na carreira e manteve, mesmo depois da aposentadoria, relações muito próximas com os policiais. Coleciona uma legião de pupilos e uma rede de influência que garante informações sobre operações, relatos internos do órgão e detalhes das constantes brigas de poder.

Desde o início da operação, a defesa das empreiteiras buscava falhas na condução das investigações pela Polícia Federal – e preparava ataques por meio dessas informações. Jaber era um importante aliado para mapear e localizar possíveis colaboradores. São os chamados “dissidentes”, mencionados por Marcelo Odebrecht, presidente do grupo empresarial, dias após esse encontro no Sírio em uma das anotações de seu celular, apreendido pela PF.

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