14/07/2017

08:14

Por: Alberto Silva

Após condenação de Lula lava jato poderá ter reação inesperada

O filósofo e o jurista citam casos que comprovam que tentativas contra a Lava Jato já foram feitas.reação inesperada após condenação de Lula, como a tentativa de anistia ao caixa 2, a quebra da tradição de que o mais votado na lista tríplice assuma a Procuradoria-Geral da República e também a lei de abuso de autoridade que poderia intimidar juízes.

O filósofo e o jurista citam casos que comprovam que tentativas contra a Lava Jato já foram feitas.

Como a tentativa de anistia ao caixa 2, a quebra da tradição de que o mais votado na lista tríplice assuma a Procuradoria-Geral da República e também a lei de abuso de autoridade que poderia intimidar juízes.

Conforme Lula foi condenado, houve protestos a favor do ex-presidente e comemorações de pessoas que ficaram felizes com a sentença de Moro. Há um alerta, pois caso as pessoas resolvam se “calar” e a sociedade se manter de forma mais “tranquila”, a Lava Jato poderá ser abafada. A iniciativa popular ao combate à corrupção precisa ser forte para que a operação não vá desaparecendo aos poucos. #SérgioMoro

O filósofo e o jurista citam casos que comprovam que tentativas contra a Lava Jato já foram feitas

A condenação dada pelo juiz federal Sérgio Moro

Responsável pelo julgamento da ações da Operação #Lava Jato em primeira instância, ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, foi de nove anos e seis meses de cadeia. A sentença ainda vai para análise em segunda instância. Sérgio Moro enfatizou crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro cometidos por Lula.

O ex presidente Lula alega ser vitíma

O ex-presidente, que é réu em mais outros quatro processos, alega que é “vítima” de uma perseguição envolvendo o Ministério Público Federal, Sérgio Moro, #Polícia Federal e partidos políticos. A defesa de Lula chegou a alegar que a sentença é um ataque ao Estado de direito e à democracia brasileira.

O jurista Márlon Reis que foi o autor da Lei da Ficha Limpa

Acredita que a forças que são contra a Operação Lava Jato , envolvendo partidos políticos, já estão “articuladas de forma coesa e brutal”. Para o jurista, os grandes partidos brasileiros que demandam de grande poder, como o Partido dos Trabalhadores (PT), Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), todos juntos desejam uma única coisa, que é “arrefecer”, esfriar, as investigações da Operação Lava Jato.

Segundo o jurista, o próximo passo que a Lava Jato deveria dar é ir “para cima” de outros partidos sem ser o PT, mas poderá ter uma reação inesperada e pagar um custo alto por tentar a chegar a outros grandes nomes da sociedade.

O filósofo Roberto Romano acredita que, por mais que o Congresso Nacional não esteja cercado de pessoas que estudaram em prestigiadas universidades, como é o caso do procurador e coordenador da força-tarefa da Lava Jato Deltan Dallagnol, a operação vai de encontro com pessoas que conhecem grupos de interesses e pressões tanto religiosas, políticas ou econômicas.

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