24/05/2016

13:50

Por: Alberto Silva

Aos 80 anos o ex-trapalhão relata as dificuldades: “Não foi pouca coisa; Renato me deu, não emprestou”, diz

Isso está me estressando muito. Queria procurar uma terapia alternativa, sem uso de medicamentos e com um tratamento eficaz e rápido, porque é científico. Eu nunca tinha feito nem análise, acho que isso me fez falta.

O eterno ‘trapalhão’ Dedé Santana, 80 anos, conta que se meteu em algumas roubadas financeiras nos últimos anos. “Eu faço muita bobagem”, afirma ele, que decidiu se entregar à hipnose numa tentativa de encontrar saídas para as dificuldades. “Eu tenho uma filha que tem síndrome do pânico, e a hipnose a ajuda muito”. Mas nem só de desventuras é feita a vida de Dedé, que diz estar realizando seu maior sonho: interpretar, pela primeira vez em 50 anos, um personagem diferente, na peça “A Última Vida de um Gato”.

Foram os problemas financeiros que o levaram à hipnose?

Isso está me estressando muito. Queria procurar uma terapia alternativa, sem uso de medicamentos e com um tratamento eficaz e rápido, porque é científico. Eu nunca tinha feito nem análise, acho que isso me fez falta.

Quando passava um dia inteiro com eles, a gente ria o tempo todo. Vivíamos sacaneando um ao outro. Lembro que um diretor da Globo se queixou uma vez de que eu ria demais. Aí o Boni (diretor de programação na época) disse a ele: "Mas ele dá 90% de audiência, pode rir o quanto quiser.

Renato Aragão tem ajudado?

Sou muito grato a ele, por várias coisas. Temos uma relação ótima. Somos tipo marido e mulher: de vez em quando, a gente briga, tem uma discussãozinha. Mas é porque eu faço muita merda. Ele é mais centrado, eu não sou assim. O sucesso dos Trapalhões se deve à Globo e ao Renato. Ele sempre indicava o caminho. Recentemente, precisei pedir dinheiro emprestado ao Renato. Não foi pouca coisa; ele me deu, não emprestou.

"Sou muito grato ao Renato, por várias coisas. Ele é mais centrado, eu não sou assim", afirma Dedé (Foto: Globo.com/ Extra)

Sente saudades de Mussum e Zacarias?

Quando passava um dia inteiro com eles, a gente ria o tempo todo. Vivíamos sacaneando um ao outro. Lembro que um diretor da Globo se queixou uma vez de que eu ria demais. Aí o Boni (diretor de programação na época) disse a ele: “Mas ele dá 90% de audiência, pode rir o quanto quiser.”

As piadas dos “Trapalhões” fariam sucesso hoje?

Ninguém tem a chance de experimentar agora. O politicamente correto acabou com tudo. Naquela época, a gente não queria ofender ninguém. Nem os afrodescendentes, nem os gays. Hoje em dia, se eu pedir um doce ‘nega maluca’, o cara me prende. Mussum era muito sábio, ele dizia assim: “O maior inimigo do preto é o crioulo”.

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